23 maio 2016

Amo até o meu amor, tão meu



Hoje cheguei a conclusão que amo demais as tuas coisas tão tuas.
Corro, fujo, escondo, engano, disfarço. E você volta.
Mesmo sem jeito, todo errado, ao contrário, orgulhoso.
Você todo, inteiro.

(Gosto de acordar contigo escondido nas minhas cobertas, pensamentos e quereres)

15 maio 2016

Às vezes eu só preciso falar

Gosto de pensar que tudo tem dois lados, normalmente prefiro me concentrar naquele que se mostra o melhor. É aquela história do copo meio cheio meio vazio, sempre senti que o mais aconchegante a se fazer é focar bem naquele que se mostra metade cheio, não há motivos coerentes pra se ver sempre aquele que não está cheio - pelo menos pra mim. Claro que ele também é essencial e, inclusive, todo mundo tem seus momentos, aqueles momentos que nada parece ser bom, ou dar certo ou ser incrível na vida,

Faz uns meses tenho entrado numa maré de sorte, vocês bem o sabem, nem preciso entrar em detalhes. Mas, depois de um tempo tentando sempre olhar só pro lado bom disso, fiquei exausta. Não tenho mais forças pra esconder debaixo do tapete tudo o que anda me incomodando, mesmo que minha vida esteja muito boa pra ser verdade em relação ao que eu tinha nesse mesmo mês ano passado ou se comparado com o monte de gente que queria estar no meu lugar ou até parando pra pensar na situação triste do país e todas as pessoas que sofrem diariamente. Teoricamente, não tenho do que reclamar, não tenho por que falar algo além de agradecimentos, não é? Sim.

E não. 

Somos pessoas, cada um nesse imenso mundo com um problema particular, uma tristeza, uma dor. E posso não ser especialista em nada e etc, mas tenho a grande suspeita de que são dores e problemas incomparáveis. Não existe uma disputa de quem sofre mais ou tem os maiores problemas, uma coisa não anula a outra. Nesse sentido, não há ganhadores, só humanos tentando acertar, viver um dia apos o outro com menos tristezas e mais alegria. 

Apesar de saber disso, não é fácil falar de como é difícil viver aqui sozinha, com todas as coisas boas que tenho, enquanto tem gente dormindo no meio da rua, sem casa ou sem comer. Minha dor não é nem um pouco comparável a dessas inúmeras pessoas, é até injusto abrir a boca pra falar algo. 

Mas eu preciso falar, eu preciso colocar aquilo que me aflige pra fora, todos nós precisamos. Isso não quer dizer que somos egoístas, quer? Sou só humana. Às vezes me faltam palavras, me falta coragem de dizer o que meu coração quer dizer quando o mundo parece estar desabando, me pego olhando pra mim mesma e encarando todas as minhas esquinas meio esquisitas. Não sou perfeita, sinto frio, sinto saudades, tenho ciúme, raiva e às vezes só quero ficar em posição fetal chorando até todo esse peso impensável sair de dentro de mim, até todas as dúvidas irem embora. 

Amo quem sou hoje, amo o lugar onde estou, tenho consciência da oportunidade que estou tendo e percebo que ela é única pra mim e deve ser usada da melhor forma possível. Mas dói ser sozinha aqui, dói não ver minha família, dói acordar pensando que to em casa definitivamente, ao invés de mais um dia aqui. (Também me pesa a saudade das comidas mais elaboradas, não aguento mais comer só frango e macarrão). Meu coração pesa, duvida e sofre. Um sofrimento pequeno pra muitos, mas às vezes grande e o suficiente pra me fazer chorar aos domingos.

Por enquanto estou curtindo esses dias de copo meio vazio, preciso desse tempo pra me descobrir, perceber minhas angústias, minhas dores e ânsias. Afinal, tudo tem dois lados, nem tudo são flores o tempo todo, né? Não sei como terminar esse post, sinceramente, porque ele meio ta todo sem lógica? Mas também não tem problema, ele é o reflexo de mim mesma. É preciso aceitar a inconclusão e imperfeição de certas coisas. 




(Quero fazer um apanhado de coisas legais que vi/escutei esse mês vou me programar prometo)
(Também quero ser gente aceitável e responder os comentários de quem ainda não desistiu e aparece por aqui, vou responder!! Obrigada por ainda estarem por aqui, isso significa muito em dias em que me sinto sozinha demais no mundo e sempre)