17 dezembro 2015

Considerações e uma quase retrospectiva

Aparentemente, essa é a antepenúltima semana do ano e, com isso, eu deveria começar os preparativos para todas as devidas retrospectivas. Só tem um problema. Estou aqui, neste exato momento, digitando essas palavras refletindo sobre meu ano e me recusando a aceitar que 2015 já está no fim. Não porque foi um ano maravilhoso, mas porque, sinceramente, nem tive tempo suficiente pra piscar direito e aqui estamos. Dizem que o tempo passa mais rápido quando passamos dos 15 anos; pra ser sincera, nunca dei muita credibilidade a essa crendice, mas hoje preciso admitir: existem verdades e fatos, cinco anos se passaram e eu não senti quase nenhum deles ir. Nenhum ano se compara a esse que chega ao fim daqui a catorze dias, contudo. 

(Sinto que, com os anos, além de ficar mais entrevada, também estou me transformando numa versão da minha mãe, porque estou falando as mesmas coisas que ela e to me tornando uma pessoa muito saudosa. Como assim estou repetindo suas mesmas palavras sobre o tempo passar cada dia mais rápido? Tenho vinte anos né, eu não deveria pensar e me comportar como uma senhorinha de meia idade e ficar rabugenta sobre como 24 horas deixaram de parecer 24 horas)

Enfim, o ano está chegando ao fim e com ele pretendo deixar algumas coisas que já não valem mais a pena carregar. Não sou ingenua, sei que o término de mais um ano não significa a resolução de todos meus problemas ou dos do mundo, há muito ainda a trilhar. Mas é, sim, uma nova oportunidade, um recomeço pra todo mundo que se permitir rever algumas situações, sentimentos e também é uma nova esperança pra todos que buscam um amanhã melhor. Afinal, nada está escrito ainda, essa é uma página praticamente em branco. Não sei vocês, mas pretendo aproveitar essa oportunidade. (Tenho inúmeros planos pra 2016 sim, porque esperança é a última que morre).

Dois mil e quinze foi um ano pesado, em vários aspectos. E ao mesmo tempo, foi um ano que possibilitou a subida de mais um degrau imprescindível pra me tornar quem desejo tanto ser. Cresci muito como ser humano, mudei ideologias, comecei a enxergar o mundo ao meu redor. Abri meus olhos pra algumas coisas que me passavam desapercebidas e foi um ano essencial na minha construção como ser humano. Foi pesado sim, nunca é fácil mudar drasticamente. É preciso se doer inteira por dentro, é preciso quebrar a cara algumas vezes, às vezes chorar copiosamente por nós mesmos e pelos outros. Chorar pelo mundo, às vezes tão injusto, tão cheio de imperfeições e coisas ao contrário; não é fácil sair de uma bolha que nos mantém num mundo perfeito, não é fácil enxergar aqueles que sofrem, ver que há muito ainda a amparar e, ainda, perceber com isso tudo que só temos motivos a agradecer. Perceber, principalmente depois de enxergar todas essas injustiças e dores, que também há muita beleza no meio de toda miséria, e tentar enxergar a bondade até quando ela não é aparente é complicado, mas é necessário. 

Foi um ano difícil, mas também foi um ano repleto de mãos dadas, juntas a lutar por uma realidade melhor. Foi um ano de luta, de busca, de mobilização e esperança pra dias melhores. Teve risos, teve flores, filmes e, até, mesmo que poucos, livros, em sua grande maioria, sensacionais. Teve autodescoberta, crescimento, amor (sim), shows incríveis, professores sensacionais, aulas espetaculares, mais risos, choros que lavam a alma, beda; teve reprovação no detran, mas no fim a carteira na mão, teve Ana Maria Braga versão beatriz, star wars, sense8, filmes indianos, paixões não correspondidas (sim, isso foi bom), teve o fim de Hart of dixie  e, por fim, teve fail na meta literária do ano. Foi bonito, foi; foi doído, foi, como deveria ter sido. 

Sinto que novos ventos surgem ao longe, sinto que 2016 será um ano de mais mudanças e não vejo a hora de ver exatamente o que nos está reservado pra mais esses 366 dias. Mais amor, mais empatia, mais olho no olho; é isso que desejo pra esse novo ano que se inicia. Dois mil e quinze acabou em um piscar de olhos, já vai tarde, porém, e espero que com ele fique tudo aquilo que não merece mais ser carregado. Sigamos, 2016 já está aí. 



7 comentários:

  1. Parece que a maioria das pessoas estão se sentindo dessa forma, mas surpreendentemente eu gostei de 2015! Alcancei bastante metas e tenho muitas ótimas coisas marcadas para janeiro de 2016, então estou contando os segundos para ele chegar.
    Eu também tenho 20 anos e também me senti bastante assim nos anos anteriores, mas esse ano eu tinha uma lista de metas e isso ajuda tanto a perceber quanta coisa você na verdade fez, eu super recomendo.
    Eu gosto muito que apesar de sentir que não houve muito em 2015 você perceba sua evolução espiritual, a gente se cobra muito mas reconhecer as pequenas mudanças faz a diferença.
    Beijos e até mais :*
    http://thesecretshoot.site90.com/

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  2. 2015 já deu ~ aguardo ansiosamente a chegada de 2016. E vou deixar algumas coisinhas pra trás também. Nada melhor do que começar um ano só com coisas boas, certo?

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  3. 2015 foi um ano bom, na verdade todos os anos de nossa vida são bons, acontecimentos bons e ruins, crescimento como pessoa no fim.
    Um abraço,
    http://juliet-in-crisis.blogspot.com.br/

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  4. 2015 foi um ano bom, cheio de decepções e sorrisos também, conheci pessoas maravilhosas e pessoas que não valeram a pena!
    Teu novo layout está muito lindo e meus deuses você é muito linda <3 beijoos

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  5. 2015 foi um ano tão diferente pra mim que até comentei com minha mãe que na verdade pareceram dois anos em um. Espero que em 2016 eu continue lendo seus textos, gosto muito daqui, alias seu blog foi um dos primeiros que comecei a ler desde que criei o meu <3
    Adorei o novo layout e sua foto de perfil também! Que a força esteja com você.

    Novembro Inconstante

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  6. O seu texto me definiu em vários aspectos. 2015 foi um ano um tanto quanto, caótico pra mim, mas foi muito bom também! Acho que a vida tem dessas, né? Desejo um lindo 2016 pra ti, que tudo seja leve. Beijos! Amei a carinha nova do blog. <3

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  7. 2015 foi um pouco de tudo, e confesso que não via a hora de acabar. Mas sabe? O ano é apenas dias aleatórios quem muda de verdade é você, o ano é só um detalhe. Um ótimo 2016 pra você! E ah, acabei de criar um bloguinho você pode dar uma olhadinha bjos teus versos

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