15 novembro 2015

(Boas) Aleatoriedades da vida


1. Uma tarde num parque da cidade com um amigo pra espairecer os problemas da vida. (E cantar, dançar, rodopiar, rir e jogar Top dos falsetes na frente de um monte de gente) (E ainda deitar na grama comendo besteiras). Tudo com muita natureza e uma vibe sensacional.







2.  O novo cd do One direction. (Favor clicar na imagem pra escutar).

(E nosssa cada dia mais apaixonada por esse tal de Harry) 


3. Esse brownie maravilhoso (que vi no blog da Couth e fui lá dar uma conferida na receita, agora to fazendo todo dia). To falando, é sensacional. Sou meio doida, daí gosto de deixar menos tempo no microondas, porque aí lá no fundo da vasilha fica meio cru e NOSSSA AMO massa crua. 


4.  Esse clipe i-n-c-r-í-v-e-l cheio de mulheres empoderadas e lindas e repletas de batom vermelho.




5.   Tentar segurar essa barra que é conseguir ficar sentada toda vez que escuto essa música e lembro dos passos de dança que essas minas fazem.



6. Esse vídeo de um cachorro com a coordenação motora melhor que a minha.

7. O aniversário desse homem.

       


8. Mulheres indo às ruas.

9. Sentar numa noite de sexta-feira e ficar conversando sobre nada importante com os amigos. Apenas jogar papo fora e falar sobre séries, filmes e vida. 

10.  Esse tutorial de como aplicar aquarela em textos (lindo e ~ igual ~ ao meu) que vi dia desses no blog da Cacá e to completamente viciada. Já fiz vários, cês não têm noção de como esse troço vicia. 

11. Esse vídeo SENSACIONAL

12. Tentar voltar o olhar sempre pro lado bom das coisas. A vida é bonita; sigamos

11 novembro 2015

Hello,


Resolvi te escrever porque minhas mãos tremem. Parece que já não sou capaz de segurar isso tudo aqui dentro, preciso vomitar cada parte tua que insiste em contaminar cada célula desse corpo. Meu sangue pulsa, devagar como sempre, mas não quando lembro dos teus olhos me olhando do jeito que você me olhou quando nos vimos pela última vez; parece que meu coração vai fugir, sair correndo, apesar de ser apenas um músculo. Mas não é. Tentei ser racional, tentei negar que não somos apenas um fruto do meu hipotálamo, tentei te tirar da minha mente te excluindo de cada parte da minha vida, de cada retrato do que poderíamos ter sido. Mas não obtive sucesso. Parece que quanto mais tento te arrancar das minhas entranhas, mais você decide se alojar fundo dentro de mim.

O que me resta, então, é jogar todas essas palavras maltratadas em cima de você pra você fazer o que quiser com elas. Já não são mais minhas, são suas, assim como cada parte do meu corpo que tem teu toque. Assim como cada dia em que nos beijamos e até as vezes que sonhei contigo. São teus, leva contigo. Não me resta nem o teu cheiro enroscado em minhas roupas ou teus pelos arrepiados juntamente com os meus, minha boca na tua e teu dedos entrelaçados nos meus. Leva. São teus, não quero mais.

Poderia ter sido apenas um sonho bom. Um dia acordei e dei de cara com teu rosto me olhando fundo a alma, te enxerguei em cada pedacinho teu, em cada olhar bonito que você dirigia pro mundo e te vi até nas brigas que tivemos. Te vi sendo você e tive vontade de te abraçar, porque não é possível saber assim desse jeito, ao olhar no olho do outro devagar e pouquinho, que se está apaixonado. Mas foi assim, eu te vi e te vi tanto que não pude deixar de amar o que encarei, mesmo que um pouco esquisito às vezes, mas quase sempre repleto de amor. Meu amor.

Mas o sonho acabou. Não vou dizer que algum de nós teve culpa nisso tudo, não tivemos. Ou você teve, pode ser. Não quero entrar no mérito. Apenas quero dizer que você mexeu comigo, mexeu com cada fio de cabelo, mexeu com meus sentimentos e foi embora levando uma parte minha contigo. E até hoje também tenho uma parte tua comigo, te vejo nas pessoas da rua, rio das suas piadas, fico imaginando você nos lugares que vou e sonho constantemente contigo.

Mas hoje não. Chega, Hoje resolvi jogar esses sentimentos todos pra você. Repito, fica com eles, não quero mais nada teu. Essa carta é tua, essas palavras são tuas. Aproveita, faz com elas o que quiser. Mas some, sai de mim, vai e não volta mais.

De alguém que já te amou (e tenta com todas as forças não te amar mais).





(Percebi que amo escrever cartas, principalmente cartas de amor. Porque cartas de amor são ridículas, mas ridículos são os que não as escrevem. E tento muito não ser ridícula, mesmo que pra isso eu invente uma ou outra carta de amor ridícula por aí)