02 maio 2015

Há cinco meses não sou eu mesma. Tenho medo.
Choro. 
Grito. 
Cansada, me deito. 
Em nenhum lugar, em todo o lugar. 
O vazio me espreita. 
Sem querer, há o mundo. 

A imensidão de ser menos do que eu queria ser. 
A imensidão de (não) viver. 
Existir.
Respirar. 
O barulho. 
E o silêncio. 
O nada.
O tudo.

Eu. 
O (um) mundo. 



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