18 abril 2015

Segundo o google, Punarārambha significa Recomeço

No início do mês, conheci um boy muito ativo - em termos de experiências diferentes - e que me disse que procurava viver todo o tempo ao máximo com o maior número de experiências diferentes que ele pudesse, então ele falou que tocava flauta, que ia pro Piauí gravar um curta, que ia fazer num sei o que e mais um monte de coisa. Na hora que me cabia da conversa pra falar sobre mim, eu percebi que não tinha muito o que falar, ao contrário dele. Apesar de termos apenas 2 anos de diferença, ele viveu muito mais que eu. Comecei a refletir sobre todas as coisas que já fiz na vida e vivenciei, não direi que foram poucas, mas também não direi que foram muitas e avassaladoras.

Como todo mundo já sabe, desde criança tenho esse mundo que criei pra mim mesma e é bem difícil sair dele, por isso amo assistir filmes, ler livros, falar sozinha, dançar sozinha e toda vez que tenho que sair um pouco dessa zona, sinto muito desconforto e uma vontade imensa de voltar pra casa. Só que a vida, sem eu querer, começou a me forçar a sair dessa segurança, então passei a estudar longe de casa, andei de ônibus pra lugares totalmente diferentes e também conheci pessoas que nunca teria conhecido anteriormente. Até aí tudo bem e, pra mim, até o dia em que conversei com o boy, eu pensava que estava muito bem obrigada nessa questão, só que me dei conta que não estou, porque eu não tinha nada pra falar pra ele - e o problema aqui não é sobre não ter algo pra falar pra ele especificamente, mas o fato de não ter feito nada que merecesse ser contado ou lembrado a qualquer um que seja. Isso me inquietou demais. 

Há três anos eu tento medicina e, nesse meio tempo, eu parei de viver, praticamente. Eu parei meu curso de inglês, não aprendi a tocar piano como gostaria, nem fiz a aula de dança que prometi que faria quando tinha 14, nem viajei pra nenhum lugar que queria e a lista só aumenta de coisas que sempre quis fazer e não fiz. Três anos se passaram e eu não fiz nada de importante e que eu gostaria muito com a minha vida. Refleti essa situação por muitos dias, muitos mesmo, passei pela fase de negação, da tristeza por ser assim e por estar numa situação dessas e toda aquela coisa auto-depreciativa e agora to na fase de tentar mudar essa situação. Ou seja, decidi fazer algo a respeito, algo a respeito sobre todos os aspectos em stand by da minha vida, não posso simplesmente pausar minhas vontades, meus desejos e etc por um tempo tão longo, são três anos que não voltam mais, SÃO TRÊS ANOS,  não três dias, eu preciso urgentemente fazer algo com o meu tempo, pra mim mesma, pra me conhecer, conhecer lugares, pessoas, idiomas, sei lá, qualquer coisa que me tire da zona de conforto. 

Pensando nisso, assisti a um filme, depois de ver uma foto dele no facebook, que fazia um tempo que queria assistir, mas ficava com medo de não gostar por ser tão diferente de tudo o que já assisti. Filme indiano com quase três horas de duração, atores desconhecidos, língua e história mais ainda. E a única coisa que posso dizer a respeito é que agora estou completamente apaixonada pela cultura e indústria cinematográfica indiana, depois de assistir a "My name is Khan". Um filme sensível, dolorido, tão atual e pertinente que me fez levantar a bunda da cadeira e repensar alguns pensamentos tidos como corretos na minha cabeça. Chorei com toda a dor, todo o amor e toda a verdade ali contida, cada minuto que se passava eu amava ainda mais. Depois dele, não parei mais e assisti também a "Hasee toh phasee" que é aquele tipo de filme pra aquecer o coração. Baixei recentemente um outro que esqueci o nome e pretendo entrar mais ainda nesse universo. 

Além disso, não paro mais de escutar as músicas que são tão apaixonantes quanto. Quando não dão vontade de levantar da cama pra dançar, são daquele tipo que enchem nossa alma de coisas boas. E agora estou determinada a encontrar um jeito de aprender hindi, além, também, de esperanto (que decidi independentemente do meu novo amor pelo universo indiano). Também to procurando uma aula de dança, porque academia não dá pra mim. Comecei o meu journal, apesar de morrer de medo de ser um fracasso. Fiz um horário pra mim, apesar de odiar rotinas. Adicionei um boy que achei interessante, tomei a iniciativa e falei com ele.  Amanhã cantarei uma música junto com uma menina na frente de um monte de gente, mesmo morrendo de vergonha. Ou seja, bons tempos se aprochegam. Os deixo com uma(duas) música(s) da trilha sonora de Hasee toh phasee, divirtam-se e se apaixonem também.  (A última com a letra da música pra já entrar no clima do aprendizado). 

Observação: Se você já conhecia esse universo maravilhoso e recém descoberto por essa que vos fala, faça um favor maravilhoso e sensacional: me indique filmes maravilhosos indianos, porque são muitos e, ao mesmo tempo, muito pouca bia e muita indecisão numa pessoa só. Fico te devendo meu core e meu amor eterno. (Observação mais que importante)
Observação 2: Nem o 101 coisas em 1001 dias consegui cumprir FAIL TOTAL !!!!!!!!!!!!!!!!!
Observação 3: To com muita, muita mesmo, vontade de mudar o nome do blog (só pra vocês não se assustarem se encontrarem uma coisa diferente por aqui dia desses)