28 setembro 2014

A problemática da paixão em suas muitas faces

Ou: Um estudo minucioso sobre a loucura que minha cabeça/hipotálamo está agora (nada de coração)
Ou: A problemática de possivelmente nunca ter me apaixonado


Existe uma constante na minha vida. E essa constante, sendo uma constante igual a K sempre irá me perseguir, sim, perseguir porque essa coisa chamada constante da zueira nunca me deixa em paz. A ironia, vejam bem, é que quando acho que a coisa está ultrapassada, o cosmos me mostra que a zueira never ends, ela sempre me acompanha a qualquer lugar, porque ela é UMA CONSTANTE. Tendo isso em mente, fica mais fácil entender minha obsessão momentânea por pessoas aleatórias por quem costumo me apaixonar à primeira vista. E, daí, alguém surge com aquela pergunta tão irônica quanto a zueira: "você acredita em amor à primeira vista?" COMO POSSO RESPONDER ALGO ASSIM? O QUE DEVO RESPONDER?? Levando em conta que minha vida é um incessante encontro com minhas possíveis "almas gêmeas", sou incapaz/suspeita pra responder algo tão inimaginável. VEJAM BEM.

Em suas mentes surgem as seguintes perguntas: "E o que tenho a ver com isso?", "E daí?", "E o Kiko?", por isso, eu já afirmo logo de cara: esse post faz parte da blogagem independente e totalmente não saudável destinada a mim mesma quando, assim, meio fora de mim.

Primeiro gostaria de explicar a constante da zueira, diferentemente da de Planck, ela não é destinada para cálculos simples e insatisfatórios de matemática/química/física, é destinada a feitos muito maiores do que só medir um quanta, ela está destinada a ser a constante da minha vida amorosa ou a a falta dela. Mais especificamente, ela mede a minha capacidade de me apaixonar por pessoas nunca vistas na história do Brasil, sem nenhum critério. Sim, caro telespectador, por incrível que pareça, hoje o assunto principal desse post é a vida amorosa dessa que vos fala, coisa que não vai durar nem um parágrafo, dada a grande experiência da mesma no mundo dos negócios.

Colocados os pontos nos "is", gostaria de, agora, explicar o motivo dessa constante aparecer nessa altura do campeonato por aqui. Esse mês, agosto/setembro, tive a grande capacidade de me apaixonar perdidamente por quatro boys magia diferentes. Sim, quatro completamente diferentes, aleatórios e inimagináveis boys.



O primeiro se chamava fulaninho, esse, meio baixinho, com cabelos pretos e toca também preta sobre seus cabelos meio compridos, sujos e totalmente desleixados, foi visto no ônibus, ano passado, período este que bati os olhos pela primeira vez no dito cujo e senti palpitações que indicavam o fim da linha para mim. Passadas algumas manhãs, fulaninho apareceu novamente sob a luz dos meus olhos, vucuvucu vai vucuvucu vem, ele, sem suspeitar do meu interesse tímido em sua pessoa, me surpreende totalmente, quando distraída, me pergunta a edição do meu "O senhor dos anéis". Levanto os olhos do meu livro e dou de cara com um sorriso arrebatador me encarando e adivinhem, caros leitores, o que esta que vos fala fez: a) foi muito simpática ao responder a pergunta, b) pediu o dito cujo em casamento ali mesmo, c) foi super grossa. Sim, a resposta correta é a c) de menina idiota.  Depois desse dia, minha alma gêmea onibulística desapareceu, até que o avisto no meio da rua, enquanto eu estava no ônibus, em agosto e todas minhas paixões adormecidas ressurgiram das cinzas onde ficam os amores adormecidos.

O segundo, mais complicado, tem os olhos azuis, usa uma mochila coberta de bottons do the killers, cabelo espetado, rosto de psicopata de um jeito encantador (?). Minha história de amor com ele consiste em: eu pegar a mochila dele quando o ônibus estava lotado e ele pedir de volta olhando nos meus olhos ao soletrar devagar - nos meus sonhos psicodélicos- um grande e apaixonante "obrigado" (notem minha evolução comunicativa aqui). Fim da história.

O terceiro tem o apelido mais romântico já inventado na história desse Brasil, que é: rosinha. Rosinha é um moreno alto, bonito e sensual, tem o melhor abraço já experimentado por essa que vos fala, arrisco dizer que tem o melhor abraço existente nessa esfera, mas não quero causar inveja. Rosinha é meu conhecido por meios meio suspeitos, já que ele é primo de uma amiga "distante" (Notem o cuidado em deixar todos os nomes ocultos para preservar os participantes) e sempre o encontro em eventos "familiares". Mais recentemente, o encontrei no curso dando uma de machão e meus braços tiveram que ser domados para não o agarrarem ali mesmo. Enfim.

O quarto é um meliante que surgiu comendo pelas bordas, esse, que dos quatro, eu não daria nada por, acaba por se transformar em uma opção bem apaixonante, se querem saber. Com esse, ao contrário dos outros, estou mantendo contato visual/comunicativo, ou seja, está a um passo a frente dos outros concorrentes. Alto, moreno, magro, ao contrário do terceiro, e extremamente problemático, como o primeiro. Totalmente diferente do segundo. Tem gostos meio divergentes dos meus e é bem esquisito, na verdade.

Por enquanto, esses são os meliantes que roubaram meu coração e me deixaram apaixonada. E, acaba que acabei de lembrar de outro, um nerd doido e super divertido que mora pelas vizinhanças, que nunca falei com, mas já considero pakas. Ou seja, foram cinco. Enfim, depois de todo esse falatório, essas descrições, o que fica em pauta? A seguinte questão: ou eu me apaixonei por todos eles ou não me apaixonei por nenhum, o que acaba se tornando algo bem perigoso já que posso me envolver com um deles e quebrar o seu coração em pedacinhos pela minha falta de amor. Mas, aí também surge outra questão, caso eu não tenha me apaixonado por nenhum deles, a conclusão que surge é a de que nunca me apaixonei de verdade. Fico, portanto, igual à minha querida amiga do início (do outro post, que nunca se apaixonou) e nem ao menos, percebo, sei o que é amor/paixão como achava que sabia. E toda a teoria da constante da zueira vai por água abaixo. Ou seja, minha vida é uma farsa.

Essa é a reflexão de hoje. Adeus.



9 comentários:

  1. A maneira como você colocou a situação toda me fez rir do inicio ao fim.
    Olha, eu vou falar minha conclusão disso, mas prometa que não vai ficar pensando no que eu vou te dizer.
    Não é que você esteja apaixonada por todos, mas também não é que você não esteja apaixonada por eles. Na verdade eles tem tudo o que um cara precisa ter pra que você se apaixone e é isso que chama sua atenção. Será que você não precisava encontrar alguém que seja os cinco em apenas um?

    Novembro Inconstante

    ResponderExcluir
  2. Você escreveu de uma forma tão boa que eu fiquei rindo aqui da situação.
    Acho que isso da gente 'se apaixonar' por várias pessoas, pode ser isso que a menina falou aqui em cima, de você ver algo em cada um, que você goste. Até que vai ter algum que terá todas essas características rs.
    Mas, quem nunca se apaixonou por alguém no ônibus, não é mesmo? Hahahaha
    Beijo
    http://www.deborabp.wordpress.com

    ResponderExcluir
  3. aiaiai

    porque em toda a minha vida eu me apaixonei por caras que nem conhecia ou que só tinha falado uma vez.

    até que mudou.
    até que percebo que tudo aquilo tinha sido uma farsa.
    até agora. (no momento, quem está rosinha sou eu)

    bjss, Ana.

    ResponderExcluir
  4. 5 boys em um mês? Ufa, fiquei cansada só de ler! rs... Mas um vai substituindo o outro? Ou você vai se apaixonando por todos ao mesmo tempo? ;)

    ResponderExcluir
  5. Oi Beatriz :)
    Eu acho que rotular questões práticas já é difícil, imagina questões puramente psicológicas! Hahaha, acho que cada um sabe o que é a própria paixão. Eu vivo pensando que já me apaixonei algumas vezes - para logo depois pensar que nunca me apaixonei de fato, porque não sei exatamente o que é a paixão. Mas aí me pergunto: Quem sabe exatamente o que é? Ninguém! Vai de cada um!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  6. Adorei seu texto, mas precisamente falando, por que tenho dessas. Andar na rua e e ver aquele cara que chama atenção e ficar pensando nele até revê-lo e veja só: não fazer nada.
    Adorei o humor com que você escreve, dá até menos tristeza por essas situações, hahaha.

    tofalandoisa.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  7. HAHAHAHA adorei o texto e ri muito também. Antes de conhecer meu boy também era assim, cada semana (às vezes nem tanto) era uma paixonite diferente, oh céus, hahahaha

    Beijos, Champagne Supernova

    ResponderExcluir
  8. tou rindo de você saindo do busão com a mochila alheia. HUAHAUHSU. e esse do menino que perguntou a edição do livro: com certeza ele estava interessado. mancada responder rudemente. eu costumava me apaixonar por todo mundo quando estava no ensino médio e na faculdade, é normal. é porque o seu coração ainda não achou a pessoa que vai arrebatá-lo ao ponto de ser amor. um dia acontece, sem grilos.

    ResponderExcluir
  9. Que interessante o modo cômico como você enfocou o assunto, lembrou-me daquele filme do Scott Pilgrim e esses caras seriam os seus futuros ex-namorados rsrs Eu idealizo as coisas contra minha vontade, esse negócio de paixão é extremamente subjetivo, às vezes, é só afinidade física ou comportamental, ou é apenas fruto de ler ou assistir muitos romances, sei lá...

    O Mundo Em Cenas

    Beijos

    ResponderExcluir