05 fevereiro 2014

Pra fechar bem aquele com o treze, de azar



Ou: Sobre ver o lado bom das coisas.
Ou: Um post inteiro pra colocar fotos e gifs de Seth.


Sempre me achei madura e ninguém nunca afirmou o contrário. Até o terceiro ano, pelo menos. Quando terminei o ensino médio e percebi que, não, eu ainda não iria pra faculdade, me senti meio perdida. Vamos dizer que sou o tipo de pessoa que gosta de seus planos, passos e todo o futuro planejado, por isso me senti desse jeito. Sem rumo seria, talvez, a expressão certa, não que haja uma expressão certa já que essa sensação não parece estar perto de acabar. Vaguei o ano de dois mil e treze por aí, sem rumo, sem vontade e com uma preguiça beirando a melancolia tremenda. E que ano esse.

Não vou dizer que esse foi um período de aprendizados, porque, sinceramente, ainda não consegui engoli-lo. Talvez eu tenha sofrido menos que em dois mil e doze, ou talvez eu tenha entrado em um estado de não-aceitação contida e muito triste dentro de mim, por isso seja meio difícil dizer se era mais triste no outro ano ou nesse, já que se fossem por lágrimas, 2012 ganharia, mas se fossem por outros motivos além dos choros, 2013 ganharia como o ano mais triste e melancólico da minha longa e nem tão difícil vida - comparada a de um tanto de gente. Mas, levando em consideração que fiquei esse ano em stand by e que fui consumida por todos os meus medos interiores imagináveis e, antes, inimagináveis, dois mil e treze foi um ano pesado. 

Por isso, tenho como obrigação elencar as coisas que conseguiram ir contra a corrente do ano e fizeram, pelo menos, alguns dias, horas, semanas valerem a pena. 

UM- Eu finalmente conheci verdadeiramente o amor da minha vida e, já falei aqui e ainda pretendo falar mais, o quanto fico triste por ele não existir. Sério, nunca, acho, sofri tanto por um personagem de série que com absoluta certeza é só um personagem genial que tem falas geniais e é praticamente uma enzima, enquanto eu sou seu substrato. E nós somos o modelo de chave-fechadura, porque Deus só pode ta de brincadeira comigo, já que ele colocou minha alma gêmea (SIM, PASSEI A ACREDITAR NISSO) num seriado e não na minha vida.  Seth Cohen, rezo quase todo dia pra me esbarrar com você um dia desses, num desses encontros casuais. 



DOIS- Como quase nunca parava pra estudar, tinha tempo de sobra pra assistir filmes. E, foi nesse ano, que descobri algumas preciosidades. Como o meu amor incondicional pelo filme que me fez ficar repensando minha vida, Grande menina, pequena mulher que me enche de esperanças, dá um nó no meu coração, abala minhas estruturas e ainda me faz cantar no fim de tanta felicidade e autocompreensão que não cabe em mim.  Talvez esse tenha sido o melhor filme do ano e. por isso, nunca canso de assistir. 




TRÊS- Depois de quase um ano sem ouvir notícias dele, inesperadamente, na verdade no dia do show, lembrei que ele ía se apresentar no rock in rio e comecei a assisti-lo. Não tinha percebido a saudade que estava sentindo até escutar aquela voz meio arrastada combinada às músicas fantásticas. Nosso reencontro foi tão emocionante que prometi a mim mesma que da próxima vez que ele vier não vou estar na frente da tv apenas, mas na frente do palco dele, porque perder mais um show daquele é inimaginável pra mim. E poder cantar stop this train, slow dancing in a burning room ou qualquer outra música ao vivo e a cores com ele deve ser de parar o coração de tamanha emoção. John. CAMPANHA: John, canta dear Marie pra mimmm. CHOREM COMIGO 



QUATRO- Juro que tentei me segurar, mas não poderia falar de 2013 sem falar que esse foi o ano que descobri uma das melhores, se não a melhor, comida do mundo. Pela primeira vez na vida resolvi gastar dinheiro com essa coisa dos deuses que me recusava até então por motivos de ser pirangueira demais até com comida. Olha, não sei se vocês sabem, mas comer é algo que se eu fizesse toda hora e todo segundo, tenho certeza que não enjoaria.Ou seja, além de ser algo biologicamente comprovado, comida é algo do qual nunca vou poder abrir mão, principalmente comida boa como é o caso de sushi que descobri depois de fechar a cara, porque sou fresca, e decidir que não gostava "porque todos tinham o mesmo gosto". Mas,, felizmente, minha irmã me mostrou o caminho da luz e me apresentou a esses bichinhos sensacionais que me fazem- com licença - ter orgasmos múltiplos. 

Já disse que ele é minha alma gêmea? 

CINCO- Sempre fui do tipo de pessoa que evita sair de casa ao máximo, por isso não conhecia quase nada da cidade, a não ser o caminho do colégio pra escola. Como tive de fazer um curso, distante de casa, ano passado, passei a andar muito de ônibus e a passear pelo centro da cidade sozinha ou com amigos; então comecei a conhecer as coisas e parei de ficar tão apavorada com a perspectiva de sair e ter de falar com estranhos e, possivelmente, me perder no meio do desconhecido e de centenas de pessoas também. Perdi meu medo de ficar sozinha entre tantas pessoas sem ter a mínima ideia de como voltar pra casa e, por isso, conheci lugares incríveis, vi paisagens maravilhosas e, até, andei na chuva.

Não mais

SEIS- Fiz minha primeira compra na China!
SETE- Fiz maratona de Grey's anatomy.
OITO- Me tornei amiga do meu ex-namorado.
NOVE- Comecei a comprar livros com meu próprio dinheiro.
DEZ- Assinei a netflix e fui feliz pra sempre.
ONZE- Fui ao cinema sozinha. 
DOZE- Fiz amizade com uma pessoa que é igual a mim, mental, emocional e quase fisicamente falando.
TREZE- Fui pra rua junto com aproximadamente cem mil pessoas pra tentar mostrar minha indignação com as coisas erradas do país. 
CATORZE- Fiz dezoito anos, embora essa idade não me represente. 
QUINZE- Provei que posso, sim, ser uma boa desenhista quando quero, porque desenhei o corpo humano quase inteiro - hehe- na parede. 
DEZESSEIS- Amei quase que mais que o possível Tekila.
DEZESSETE- Cortei meu cabelo no queixo. 
DEZOITO- Li livros incríveis. 
DEZENOVE- Revi/vi The O.C.
VINTE-  Comecei a assistir the walking dead.
VINTE E UM- Fui a melancolia, o medo e a tristeza em pessoa, por vezes, mas também pude ser muito feliz.  E dei altas risadas de chorar e doer a barriga, por ter as pessoas certas ao meu lado. 



*BÔNUS (VINTE E DOIS)- Summer e Seth 






8 comentários:

  1. Ah, muita coisa boa, positiva, divertida e deliciosa em 2013!!! incrível como a gente sempre consegue encontrar coisas boas, mesmo quando achamos que no geral o ano não foi 100%!

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  2. Tb é fã de Grey's Anatomy?! Muito bom!

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  3. OMG, preciso ver O.C por inteiro. E se não engano eles se separam na série (espero que lá pelas tantas eles tenham voltado). :(. Ah sobre essa pessoa parecida com você ..é a Raquel, do Não Sente ao Meu Lado? Não leve pro lado mau (pelo amor de D-s), mas identifiquei algumas coisas em comum (http://redshoesonathursday.tumblr.com/). Sobretudo esse aspecto meio perdido com relação à vida. (O que é perfeitamente normal na sua idade).

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  4. Preciso dizer que fiquei muito feliz em ver um post sobre 2013 sendo postado quase 2 meses após seu fim, porque ainda não consegui fazer o meu e tô com muita vontade, hahahaha. Aliás, também preciso dizer que o formato do seu texto me inspirou bastante a largar o mimimi que eu costumo usar nos meus textos de retrospectiva... Acho que esse ano vai ser diferente! hahaha.
    Beijos.

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  5. Own, amo the OC e seu post me fez feliz hahaha adorava o Seth, adorava as ironias dele, mas gostei muito mais do Johnny (Jhonny?) bem, o personagem que o Ryan Donowho interpretou. Realmente conhecer a própria cidade e tomar banho de chuva é muito bom!! Também adoro grande menina, pequena mulher, mas ainda não assinei o netflix e fui feliz pra sempre hahaha adoooro sushi e também o descobri em 2013. Ir ao cinema sozinha é muito bom, e compras na china quand o dóllar está barato valem muito a pena! beijos!

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  6. Juro que tenho vontade de assistir The OC só pra me apaixonar pelo Seth também, de tanto que as pessoas falam, ele é quase um Darcy no mundo das séries, né possível. Só lembro das minhas lágrimas ao assistir Grande Menina, Pequena Mulher. Baita filme fofo e forte. 2013 também foi muito bom pra mim pelos filmes que assisti, embora tenha ido pouquíssimo ao cinema, ainda tô chateadíssima com isso, inclusive. E eu gosto de sushi, mas pra mim não é isso tudo hauhuahuhauha, apenas não consegui achar a minha felicidade naquilo ainda. Quem sabe um dia. Ahhhh, 2013 também foi bom pra mim nessa questão de sair, como eu tive algumas visitas técnicas do meu curso, acabei conhecendo cada canto mais lindo, e sou apaixonada por isso, então::::::::::<3
    Ah, e tu não estava sozinha nesse caos que foi 2013, "pesado" define. Se eu for fazer uma lista de coisas/pessoas que perdi nesse ano, não paro mais hoje. Foi um sufoco, no geral. Teve muita coisa boa, sim, mas ô ano pra testar o meu emocional, viu? Enfim, também fiquei feliz por ver esse post aqui, huahauhauha, tava pensando em fazer um também, mas veremos se eu vou conseguir organizar tudo o que me aconteceu, quando ainda não digeri nem metade dessas coisas. Beijo, Bea! :**

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  7. Me diverti com seu post. Realmente, netflix é a felicidade. Nunca me apaixonei por uma personagem. Ja me apaixonei pela ideia que fazia de uma garota de verdade, mas depois descobri que era uma ideia falsa. Isso conta em se apaixonar por um personagem? Rs
    Acho que sou emocionalmente maduro. Mas meu amadurecimento pratico é zero - tenho o senso logico de uma criança de cinco anos.
    Filmes são a melhor coisa para ocupar o tempo livre, de fato.
    Não tenho nada contra sair de casa, só faço isso pouco porque a maioia dos programas a que sou convidado não me interessam.

    Obs: gostei muito do seu comentario la no blog, de verdade. Não pareceu confuso.

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  8. Que lista interessante!
    Também tive minha fase "paixão eterna por seth coehn"... Tenho inclusive revisto alguns episódios de The O.C sempre com um gostinho imenso de nostalgia na boca. Comida também é outra enorme paixão rsrsrs... Pago sem dó, porque sei que vale a pena!

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