14 novembro 2014

2 tags em um só post - Versão 2

Ou: Taylor Swift book tag e one lovely blog award


Se tem uma coisa que eu amo fazer é responder tags/memes (não sei a diferença entre e sempre tive preguiça de pesquisar), isso porque minha mente, nada criativa, tende a ficar em um buraco negro perdido no espaço, onde a criatividade e a disposição e a vergonha na cara ficam escondidas lá, longe de mim. Vejam bem, nunca menti pra ninguém dizendo que sou uma "blogueira" exemplar, opsss longe da realidade. Por isso amo tanto tags/memes, porque eles resgatam minha mente desse buraco negro e me tornam mais produtiva, porque SIM.

E, como boa pirangueira E preguiçosa que sou, irei juntar duas queridas tags indicadas pelas queridas Duda, do Bonsoir Duda (que quase obriguei a a me indicar, sou dessas)  a Ana, do Não Perguntaram e a Tati do Novembro Inconstante, respectivamente.  Obrigada, meninas, vocês são demaisss.

A primeira é sobre livros misturada com Taylor Swift, porque simmm. Achei tão maravilhosa essa ideia, sério, fico impressionada com a produtividade dessa galera que resolve usar sua genialidade pra o bem e pra coisas maravilhosas. Enfim, a tag é original do youtube, só que não sou de câmeras, então que nos contentemos com palavras escritas. Segundo a Duda (to te chamando assim cheia das intimidades porque também sou dessas), ela viu primeiro no canal da Melina e ela consiste em listar um livro de acordo com a música e as características de cada música da Taylor. Que comecem os jogos: 



Red (escolha um livro com a capa vermelha): Fiquei em dúvida entre dois, Por isso a gente acabou e Laços de Sangue, mas no fim das contas meu coração escolheu por mim, então Laços de Sangue, mil vezes Laços de Sangue. To repetindo tanto esse nome que até parece que o adoro, mas é justamente o contrário. Eu sempre acho que as editoras são injustas demais com a Richelle, porque os livros dela são as coisas mais horrorosas, na questão visual (capa), mas em compensação são completamente e insanamente viciantes por dentro. Além disso, não gosto dos títulos deles. Porém, contudo, todavia, não se deixe enganar pelo vermelho sangue (AHA que sugestivo tandan), pela fonte esquisita e etc, esse livro e Adrian são sensacionais demais. 

We Are Never Ever Getting Back Together (um livro ou série que você estava amando, mas que depois você decidiu que queria "terminar" com ela): Com toda e absoluta certeza, Divergente. Li o primeiro e amei, li o segundo e foi mais ou menos. Estava esperando o terceiro por motivos de terminar a série né, masssss peguei um spoiller do tamanho do mundo com a Irena e simplesmente brochei. Fiquei tão chocada/indignada que já to pensando em trocar os dois livros no skoob. Sério, triste fim de policarpo quaresma ): 

The Best Day (um livro que faça você se sentir nostálgica): Eu amei tanto esse livro quando li na escola e fiquei totalmente incrédula quando os coleguinhas da sala me disseram que o acharam chato. Gente, achei tão genial, e eu tinha 14 anos?, fiquei pensando nessa história por muito tempo e agora, toda vez que o vejo na estante, tenho vontade de voltar no tempo pra aquela época da vida maravilhosa (que eu nem me dava conta). E to precisando reler, por motivos de saudade, Vinte mil léguas submarinas. Te amo professor querido que colocou esse livro como paradidático!!! 

Love Story (um livro com uma história de amor proibida): To aqui tentando me lembrar de um entre tantos, o único que vem na minha mente agora é Garotos Corvos da Maggie Stiefvater por motivos de se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morre, gente. Quer um amor mais proibido?? Trágico demais. E to tentando diversificar um pouco isso aqui, porque eu poderia ter colocado Laços de Sangue, Academia de Vampiros e Cidade dos Ossos, mas não quero repetir livros já ditos aqui ou antes em alguma tag. (Embora seja difícil). 

I Knew You Were Trouble ( um livro com um personagem mau, mas que apesar disso, você não conseguiu resistir e se apaixonou por ele): Eu tenho uma relação de amor e ódio com Heathcliff, de O Morro dos ventos uivantes. Enquanto eu lia, eu tinha uma vontade insana de abraçá-lo, porque coitado né, muito sofrimento pra uma pessoa só, e depois de batê-lo, porque ó criatura burra. Mas, no fim, eu ficava mesmo era com dó e tinha vontade de pegá-lo no colo apesar de todas as maldades e loucuras dele. 

Innocent (um livro que alguém estragou o final para você): Se fosse série, eu teria várias, porque minha irmã é especialista em soltar spoillers, mas ela não costuma ler os mesmos livros que eu então não tenho nenhum pra essa opção. 


Everything Has Changed (um livro em que o personagem se desenvolve bastante): Fangirl da Rainbow Rowell. A Cath começa de um jeito bem introspectivo, bem tímida, sem nenhum amigo, sem sair do quarto, comendo barrinha pra não ir pro refeitório e, no fim, tudo muda. A gente sente o crescimento dela ao longo do livro e é muito lindo de se ver, ao mesmo tempo que é muito identificável. Dá uma vontade de escrever na pele, abraçar e carregar pra sempre comigo. Dá um orgulho de ver, de sentir e etc, como se ela fosse eu. (Tamo junta, Duda) 

'Menção mais do que honrosa: A lista de Brett

You Belong With Me (um livro que você está ansiosa para que seja lançado e que você possa ler): To simplesmente maluca esperando Silver Shadows da Richelle Mead, sério, to me segurando muito pra não ler em inglês, mas quero completar a coleção, por isso não vou ler, to me segurando to me segurando. Mas, além dele, porque já falei dessa série, também to doida pra ler Anexos da Rainbow Rowell, pelos mesmo motivos não li ainda em inglês.

Forever and Always (o seu casal literário favorito)
Não há como não ser repetitiva nessa categoria, em todos as tags sobre livros que existem essa opção, acho que coloco esses dois. Meus amores, meu ship máximo, Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy de Orgulho e preconceito. Amo tanto esses dois que hoje mesmo, enquanto lia Emma também de Austen, só conseguia me lembrar da supremacia Darcyana (se é que essa expressão existe), e fiquei com uma vontade imensa de reler e rever o filme mais uma milionésima vez. Meu Darcy para sempre.

Justamente isso.

Come Back, Be Here (escolha um livro que você não gosta de emprestar por medo de nunca mais voltar): Eu empresto todos os meus livros, menos A culpa é das estrelas, como já disse aqui

Agora, a segunda tag que consiste em conhecer mais a pessoa que vos fala e a história do bloguê. Ana e Tati, obrigada de novo!!!!!!!!!!

Por que decidiu criar um blog e quando começou? 
Eu criei porque era péssima em redação, daí resolvi que eu precisava praticar esse meu lado. Além disso, eu sempre tive uma veia "escritora", adorava rabiscar uns versos e essas coisas. Então, criei faz uns cinco/seis anos. Só que já mudei inúmeras vezes de nome e url, tomei realmente o gosto com o Deixa Molhar em meados de 2011 pra 2012 por causa do término de um namoro, quando eu era muito produtiva, creiam, tristeza sempre tem um lado bom e, pra mim, é o criativo. Adoro liberar a drama queen que existe em mim. (A maioria desses posts está em rascunho, você não vai encontrar aqui)

Quais benefícios o blog te traz? Inúmeros. Eu conheço gente que pensa igual a mim, me identifico, não me sinto tão sozinha no mundo com esse meu jeito meio peculiar. Descubro posicionamentos diferentes, trabalhos incríveis, pontos de vista que me transformam. (Mesmo que eu seja muito tímida pra me socializar adequadamente com vocês que me leem e são tão sensacionais)

Qual é o post mais acessado? Tenho um orgulho danado de dizer que é o Não fui de saia, que conta um pouco sobre a minha indignação com o machismo, infelizmente, de cada dia. De modo simplório, conto minha experiência com o carnaval e meu traje escolhido pra a festividade, com um pouco - muito- de indignação, desprezo e etc. 



Você usa redes sociais? Uso pra meu meio social e particular (?) hahaha. E nesse meio, posso ser chamada de a louca das redes sociais, porque tenho quase todas. Além desse aspecto, às vezes, penso em ser uma "blogueira" modelo e penso em fazer uma página pro blog, mas daí penso nas inúmeras pessoas que conheço visitando isso aqui e morro de vergonha. Então, deixo pra lá.

Como o blog tem evoluído? Olha, ele tem evoluído de modo proporcional ao que venho evoluindo, eu acho. Com certeza, não sou a mesma pessoa desde 2011/2012, então, consequentemente, ele também não é o mesmo. E espero que isso continue. 

Já viveu algum fato importante por causa do blog? Também nada específico, assim como a Ana. E, imitando-a mais uma vez, digo que só por compartilhar meus textos e etc aqui de forma mais leve e descontraída, já considero uma coisa muito importante pra mim, que sou uma tímida de galocha.

De onde nasce a inspiração de escrever e continuar o blog? Nasce da vida. Às vezes to sentada no ônibus e vem uma coisa pra escrever, as coisas que acontecem comigo também me instigam, fatos importantes, filmes, livros que leio e assisto. Coisas da vida, tudo muito programado e esquematizado, só que não. 

O que você tem aprendido a nível pessoal e profissional esse ano? Que eu não sou Peter Pan e preciso crescer. Ou seja, preciso acompanhar meu crescimento biológico com o mental e tal, uma luta diária se querem saber. 

Qual a sua frase favorita? To numa fase meio libertadora de amarras (ou to tentando) e, por isso, quando li A lista de Brett e tinha uma passagem lá com a seguinte frase de Eleanor Roosevelt: "Todos os dias, faça algo de que você tenha medo" eu fiquei completamente apaixonada. 



Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo dos blogs? Se diverte e seja sempre você. Clichê, eu sei. Sei lá, sou péssima nessas coisas. 

O que os blogs que você vai indicar tem em comum? São todos maravilhosos porque são feitos de coração aberto e alma lavada. Vou indicar a Duda, como forma de agradecimento (Beijosssss), a Ana do Vírgula Assassina e a Paloma do Following the snow.
Só pra deixar claro, fico com receio de indicar alguém e a pessoa odiar ou sei lá, sempre fico, por isso quem quiser fazer, além das meninas, sinta-se indicado, mas não esquece de me dizer pra eu dar uma olhada, ok?? 

Observação: Gifs/fotos totalmente aleatório(a)s ao meu bel-prazer, porque yess. 
Observação²: Muitos parênteses pra pouca bia, sintam o drama. 


30 outubro 2014

Deveria ser uma carta, mas ficou tudo doido

Ou: To emocionada.
Ou: Isso ainda pode ser uma carta, meio torta, pra você, baby.

Desde que comecei a perceber que era um ser humano e etc, e depois de muito ler/assistir séries e querer que minha vida fosse igual à ficção, como sempre acontece comigo (Assunto pra outro post), comecei a pedir, todo dia, antes de dormir, por um amigo igual a você, assim mesmo. Não, não bastava ser somente metade você, precisava ser totalmente igual a você, embora você tenha vindo com algumas coisitas até demais. Enfim, eu pedi você todo dia antes de dormir. E Deus resolveu me conceder esse desejo, quando distraída e totalmente louca com o vestibular e a escola, me manda a pessoa mais pessoa pra mim, a minha versão mais espalhafatosa e animada. Te enviou quando eu estava completamente louca e precisava de ajuda pra acalmar a insanidade que minha mente, às vezes, pode ficar.

Só que as coisas não acabam por aí. Por motivos egoísticos, irei falar da sua importância na minha vida e a diferença que você faz nela. Embora, aos poucos, vá inserindo coisas que irão mexer com seu core nesse dia tão iluminado.

Você tem o sorriso mais maravilhoso que alguém pode ter e, com ele, você consegue abraçar o mundo inteiro e contagiar com esse amor que existe aí dentro e que você faz tanta questão de esconder. Com medo das pessoas, com medo de se machucar, você não permite que qualquer um entre nesse mundo de coisas maravilhosas. Mas, por força do destino, você me deixou entrar aí dentro, e, aos poucos, eu vou desbravando esse mar de inseguranças com o objetivo de mostrar que as coisas são mais bonitas aí dentro do que você realmente pensa.

E você é tão maravilhoso, me alegra, me faz rir alto, me abraça mesmo estando longe quando eu to triste e carente, o que é sempre (carente). Me olha nos olhos, me ensina a ser mais sociável, me faz ter vontade de sair de casa só pra te ver, me faz ir assistir filme ruim no cinema só pra atualizar os papos. Come comida chinesa ~ barata e não muito confiável ~ só pra se encontrar comigo e conversarmos por meros trinta minutos. Me deixa usar nossas conversar no whatsapp e facebook como guarda links e textos e qualquer coisa que eu ache legal pela internet, me ouve falar de cada boy magia que resolvo me "apaixonar" por e sobre minha falta de traquejo social. Você ouve tudo, cada besteira que eu falo como se fosse a coisa mais sensacional que alguém poderia falar. Você ta sempre lá, caso eu precise. E, às vezes, to enjoada do mundo, das pessoas, até de ti, mas aí você solta algo que me faz deixar de ser uma chata, por pelo menos alguns minutos, ou, simplesmente, fica do meu lado sem ser físico.




Posso te dar inúmeras razões pelas quais sou louca por você, cada uma mais verdadeira que a outra, e, juro, nunca será suficiente pra dizer a pessoa FANTÁSTICA que você é.


Apesar de você se diminuir tanto, você é incrível. Só precisa se dar uma chance, dar a chance que eu te dei quando nos conhecemos e aí você vai se perceber, assim como eu fiz. Teu sorriso com o olho quase fechado tem jeito de casa. Teu abraço apertado tem gosto de acalento. Teu andar engraçado tem cheiro de saudade. E até você sendo chato tem o som certo de amizade.

Eu te desejo aquilo que pessoas que amam as outras desejam pra elas, desejo aquilo que, no universo, existir de mais sensacional pra você, SEMPRE. Em cada momento da sua vida, eu desejo que você tenha com quem compartilhar as alegrias e as tristezas, sempre em mente que, deles, o mais importante será ter sempre a sua companhia; o primeiro passo para o sucesso na vida está justamente no fato de começarmos a nos amarmos e amarmos ficar juntinhos de nós mesmos às vezes. Te desejo uma vida nada sem graça, cheia de emoções, risadas de doer a barriga, choros de recomeços, amores inteiros, paixões loucas e passageiras, esperança, paciência, conquistas com o seu suor, pedras no meio do caminho - já que elas nos fazem aprender com nossos erros e, consequentemente, amadurecer. De todas as palavras bonitas, sentimentos de tirar o fôlego, eu te desejo algo que vai além das minhas palavras em si, eu te desejo amor em todos os sentidos, em todos os momentos, em todas as dificuldades, em todas as alegrias. Eu desejo que você ame a todos e seja amado na mesma medida, ame as pessoas que você não conhece, ame as que conhece e são meio chatas, as que são maravilhosas. Ame a todos e, assim, você vai ver como tudo ficará mais aceitável, bonito. O mundo é, sim, bonito, a gente só precisa olhar pros lugares certos.

Enfim, existem coisas em que sou boa: ler livros em um dia, chorar, sorrir e, entre essas coisas não está falar de/sobre/para pessoas que amo. Por isso, me perdoa por ser assim, mas me perdoa principalmente porque eu sou chata e te aperreio, mas é porque te acho incrível e queria que você achasse o mesmo. Entenda que você não precisa ser a perfeição em pessoa, ninguém é - só pra deixar claro - então não se cobra tanto, deixa as coisas fluírem que você vai ver como tudo vai dar certo de um jeito mais natural.

Portanto, depois de me perder no meio de tanto sentimento aqui dentro e aqui fora, te desejo um feliz aniversário do tamanho do mundo, do tamanho da galáxia - que eu viajaria inteiro com uma toalha e com/por você. Parabéns, muita felicidade e muita bia pra te aperrear sempre!! Te aminho



PS: To com saudade. 
PS²: Esse texto só pôde esperar até as 12 horas de sexta-feira do horário de verão. 

25 outubro 2014

Do meu pai, minha autodescoberta

Sempre demorei a pertencer a algum lugar. Não nasci pronta e, muito menos, desenvolta a saber exatamente o que queria da vida e o que ela queria de mim. Minha vida sempre foi, e ainda é, uma constante construção, um constante empilhar de tijolos, cimento e argamassa. Repito, não nasci pronta pra nada. Talvez tenha tido uns insights que me mostraram, no meio do caminho, aquilo que provavelmente eu não ia querer. Mas nem sempre foi assim. Determinação é quase uma palavra nova no meu vocabulário pessoal e seu conceito começa a ser desvendado a passos tímidos e quase imperceptíveis, mas que andam, e pra frente. Um constante querer e não querer.

Dos meus pais aprendi quase tudo que sabia da vida. E, até alguns anos atrás, tudo que eles falavam e faziam eram o que heróis e todas as pessoas deveriam fazer. E se não fizessem, coitadas, estavam totalmente equivocadas. Ou seja, tudo que eles diziam não era questionado na minha cabeça de jeito nenhum.

Fui do tipo de criança que não fazia nada de errado/nada que contrariasse a opinião deles. Não namorei cedo (na minha época de criança, não existia ficar), porque sequer imaginar meu pai saber que eu, sua filha quase imaculada, estava namorando, ato (na minha mente) quase renegado aos pecadores do mais alto dissabor, me causava ânsias de ser menos amada, querida, respeitada ou, seja lá o que se passa na cabeça de uma criança na terceira série. Até meu primeiro namoro, que meu pai não conheceu o boy mesmo com 1 ano de relacionamento, eu acreditava que estava desagradando totalmente a opinião daquele que me criou e, talvez, sem querer, tenha me computado teorias que me fizeram acreditar em sua predileção por mim como uma mulher (menina) extremamente forte e totalmente independente de homens.

Desde cedo, meu pai fazia questão de me dizer que eu não podia depender de ninguém. De NINGUÉM, o que incluía futuros namorados, amigos, maridos e qualquer pessoa que seja. Talvez ele tenha sido a primeira pessoa a me inserir em pensamentos feministas, totalmente sem querer. Ele me ensinou, inclusive, que eu deveria lutar toda a minha vida para escolher cada passo que eu tomaria e, nunca, jamais, deixar que ninguém escolhesse por mim. Até aí tudo bem.

Só que ele esqueceu de me dizer como não depender dele. Das opiniões dele. Dos seus ideais. Então, eu cresci achando que ele era a pessoa mais sensacional e intocável do planeta, o que em parte é e, ao mesmo tempo, não é; com isso, eu esqueci de me formar em minhas próprias opiniões. Esqueci que entre ele e eu, existem duas pessoas que podem, sim, pensar diferente e não necessariamente uma delas deve estar errada. Esqueci que eu sou alguém que pensa por si só e deve escolher seus próprios passos, assim como ele mesmo me ensinou.

Por isso, quando descobri que, não, nem sempre ele está/estava certo, foi um baque. Minhas estruturas, antes construídas em cima de todos os seus ideais, desmoronaram e transformaram-se em farelo. Meus tijolos caíram e eu não sabia quem era eu. Quem era a pessoa que, mesmo muito parecida, era feminina e totalmente indivíduo a parte do que ele sempre foi. E, foi nesse momento, que eu me descobri nua, exposta, confusa e consciente do meu papel de querer ser exatamente e completamente eu. Ou, o que viria a me tornar.

Cheia de dúvidas, medos, esperanças, dores e amores, comecei a perceber quem queria ser e o que queria me tornar. Me percebi como indivíduo uno e, nesse momento, soube da vida o que ela poderia querer de mim. Bateu um desespero, normal. Mas, a ansiedade de me construir tornou-se maior do que o medo de não bastar. Descobri novos posicionamentos, discuti com ele sobre coisas antes inimagináveis e hoje, feliz, me encontro liberta de alguns de seus posicionamentos e realizada com todos os meus.

E agora compreendo que eu entendia tudo errado. Ele nunca me respeitaria menos por namorar/amar alguém ou discordar dele. Pelo contrário, ele me amaria cada dia mais quando eu resolvesse arcar com todas as consequências da pessoa que sou e com todas as minhas escolhas. Com todas elas, independente de quais. Sempre consciente da minha individualidade e independência.

Hoje, discordo dele com um balançar de cabeças e, juntos, discutimos ideias e nos relacionamos como seres humanos, não como super-herói e pobre mortal. E ele sorri, quando argumento, exaltada, em favor daquilo tudo em que acredito, de orgulho. Ele sorri de orgulho de mim e eu dele, de ter sido criada por ele e por ter, por isso, sido permitida a ser, do jeito que eu quisesse ser.



Obs: Estava lendo esse blog sensacional e fiquei com uma vontade tremenda de dizer obrigada por todos esses dezenove anos em que ele, painho, me ajudou a me construir. Pedro me emocionou como pouca gente o fez e acho que sentimento nunca deve ser guardado, então aí tá, painho, minha gratidão. Nem de longe tão emocionante quanto as palavras de Pedro, mas nem por isso menos verdadeiras.

28 setembro 2014

A problemática da paixão em suas muitas faces

Ou: Um estudo minucioso sobre a loucura que minha cabeça/hipotálamo está agora (nada de coração)
Ou: A problemática de possivelmente nunca ter me apaixonado


Existe uma constante na minha vida. E essa constante, sendo uma constante igual a K sempre irá me perseguir, sim, perseguir porque essa coisa chamada constante da zueira nunca me deixa em paz. A ironia, vejam bem, é que quando acho que a coisa está ultrapassada, o cosmos me mostra que a zueira never ends, ela sempre me acompanha a qualquer lugar, porque ela é UMA CONSTANTE. Tendo isso em mente, fica mais fácil entender minha obsessão momentânea por pessoas aleatórias por quem costumo me apaixonar à primeira vista. E, daí, alguém surge com aquela pergunta tão irônica quanto a zueira: "você acredita em amor à primeira vista?" COMO POSSO RESPONDER ALGO ASSIM? O QUE DEVO RESPONDER?? Levando em conta que minha vida é um incessante encontro com minhas possíveis "almas gêmeas", sou incapaz/suspeita pra responder algo tão inimaginável. VEJAM BEM.

Em suas mentes surgem as seguintes perguntas: "E o que tenho a ver com isso?", "E daí?", "E o Kiko?", por isso, eu já afirmo logo de cara: esse post faz parte da blogagem independente e totalmente não saudável destinada a mim mesma quando, assim, meio fora de mim.

Primeiro gostaria de explicar a constante da zueira, diferentemente da de Planck, ela não é destinada para cálculos simples e insatisfatórios de matemática/química/física, é destinada a feitos muito maiores do que só medir um quanta, ela está destinada a ser a constante da minha vida amorosa ou a a falta dela. Mais especificamente, ela mede a minha capacidade de me apaixonar por pessoas nunca vistas na história do Brasil, sem nenhum critério. Sim, caro telespectador, por incrível que pareça, hoje o assunto principal desse post é a vida amorosa dessa que vos fala, coisa que não vai durar nem um parágrafo, dada a grande experiência da mesma no mundo dos negócios.

Colocados os pontos nos "is", gostaria de, agora, explicar o motivo dessa constante aparecer nessa altura do campeonato por aqui. Esse mês, agosto/setembro, tive a grande capacidade de me apaixonar perdidamente por quatro boys magia diferentes. Sim, quatro completamente diferentes, aleatórios e inimagináveis boys.



O primeiro se chamava fulaninho, esse, meio baixinho, com cabelos pretos e toca também preta sobre seus cabelos meio compridos, sujos e totalmente desleixados, foi visto no ônibus, ano passado, período este que bati os olhos pela primeira vez no dito cujo e senti palpitações que indicavam o fim da linha para mim. Passadas algumas manhãs, fulaninho apareceu novamente sob a luz dos meus olhos, vucuvucu vai vucuvucu vem, ele, sem suspeitar do meu interesse tímido em sua pessoa, me surpreende totalmente, quando distraída, me pergunta a edição do meu "O senhor dos anéis". Levanto os olhos do meu livro e dou de cara com um sorriso arrebatador me encarando e adivinhem, caros leitores, o que esta que vos fala fez: a) foi muito simpática ao responder a pergunta, b) pediu o dito cujo em casamento ali mesmo, c) foi super grossa. Sim, a resposta correta é a c) de menina idiota.  Depois desse dia, minha alma gêmea onibulística desapareceu, até que o avisto no meio da rua, enquanto eu estava no ônibus, em agosto e todas minhas paixões adormecidas ressurgiram das cinzas onde ficam os amores adormecidos.

O segundo, mais complicado, tem os olhos azuis, usa uma mochila coberta de bottons do the killers, cabelo espetado, rosto de psicopata de um jeito encantador (?). Minha história de amor com ele consiste em: eu pegar a mochila dele quando o ônibus estava lotado e ele pedir de volta olhando nos meus olhos ao soletrar devagar - nos meus sonhos psicodélicos- um grande e apaixonante "obrigado" (notem minha evolução comunicativa aqui). Fim da história.

O terceiro tem o apelido mais romântico já inventado na história desse Brasil, que é: rosinha. Rosinha é um moreno alto, bonito e sensual, tem o melhor abraço já experimentado por essa que vos fala, arrisco dizer que tem o melhor abraço existente nessa esfera, mas não quero causar inveja. Rosinha é meu conhecido por meios meio suspeitos, já que ele é primo de uma amiga "distante" (Notem o cuidado em deixar todos os nomes ocultos para preservar os participantes) e sempre o encontro em eventos "familiares". Mais recentemente, o encontrei no curso dando uma de machão e meus braços tiveram que ser domados para não o agarrarem ali mesmo. Enfim.

O quarto é um meliante que surgiu comendo pelas bordas, esse, que dos quatro, eu não daria nada por, acaba por se transformar em uma opção bem apaixonante, se querem saber. Com esse, ao contrário dos outros, estou mantendo contato visual/comunicativo, ou seja, está a um passo a frente dos outros concorrentes. Alto, moreno, magro, ao contrário do terceiro, e extremamente problemático, como o primeiro. Totalmente diferente do segundo. Tem gostos meio divergentes dos meus e é bem esquisito, na verdade.

Por enquanto, esses são os meliantes que roubaram meu coração e me deixaram apaixonada. E, acaba que acabei de lembrar de outro, um nerd doido e super divertido que mora pelas vizinhanças, que nunca falei com, mas já considero pakas. Ou seja, foram cinco. Enfim, depois de todo esse falatório, essas descrições, o que fica em pauta? A seguinte questão: ou eu me apaixonei por todos eles ou não me apaixonei por nenhum, o que acaba se tornando algo bem perigoso já que posso me envolver com um deles e quebrar o seu coração em pedacinhos pela minha falta de amor. Mas, aí também surge outra questão, caso eu não tenha me apaixonado por nenhum deles, a conclusão que surge é a de que nunca me apaixonei de verdade. Fico, portanto, igual à minha querida amiga do início (do outro post, que nunca se apaixonou) e nem ao menos, percebo, sei o que é amor/paixão como achava que sabia. E toda a teoria da constante da zueira vai por água abaixo. Ou seja, minha vida é uma farsa.

Essa é a reflexão de hoje. Adeus.



04 setembro 2014

Perfection is a disease

Nunca fui de me arrumar muito. Tava até pensando aqui com meu botões, por causa de um tal de desafio de foto sem maquiagem, que eu seria incapaz de fazer um desafio desses, não porque não vivo sem maquiagem, mas porque simplesmente quase nunca uso. Não vou dizer que não uso, porque mentiria, mas só uso quando tenho uma festa pra ir e to suuuuper inspirada, daí gosto de fazer arte mesmo. Então, uma foto sem maquiagem seria uma foto minha normal, como eu sempre estou.

Recebo até bastante reclamação de meu querido amigo Rodrigo, porque ele vive me dizendo pra colocar uma base, um batonzinho pelo menos, ele me diz bastante pra me arrumar mais e basicamente diz que estou solteira por isso. Caso me arrumasse mais, eu teria um harém, pelo jeito que ele fala, ao meu redor; o que, tenho certeza, não seria o caso. Já discutimos muitos por causa disso, acreditem. Enfim, às vezes me pergunto se saio mesmo muito destrambelhada, principalmente quando vou pro curso e vejo umas meninas super produzidas ou, nem preciso ir muito longe, vejo minha irmã acordando mais cedo pra fazer chapinha e se maquiar. Já cogitei fazer isso, admito, mas nunca fui muito longe, já que amo dormir e 5 minutos fazem, sim, uma diferença enorme na minha vida.

Não to dizendo que quem se maquia não dá valor ao seu tempo, longe disso, tenho até uma invejinha de quem tem a coragem de se maquiar, porque só de ver colocarem aquele monte de coisa no rosto fico com uma preguiça do tamanho do mundo, porque só penso na hora de tirar.  (Quando vou pra alguma festa, volto e chego em casa e eu não tiro maquiagem nenhuma, porque eu não tenho coragem de ficar esfregando aquilo tudo e etc e tal, ou seja, minha pele agradece por eu quase nunca usar né). Mas, apesar disso, eu adoro um batom vermelho e, às vezes, acordo querendo arrasar, daí o coloco e também uma base, um rímel, blush e tudo o mais que tenho direito. Simplesmente por estar a fim. Só que pra ir pro curso, essa vontade nunca surge em mim, e lá as meninas sempre estão super produzidas, lindas e tal; daí, hoje mesmo, eu estava sentada observando as pessoas no meu intervalo do estudo e percebi que eu tava muito desarrumada em comparação com todo mundo e fiquei meio assim, me perguntando se tudo o que falam não é verdade, se não seria muito melhor eu me arrumar mais e tal. Aí começam a surgir as inseguranças, os medos se não to fazendo tudo errado, se pra ser bonita eu não precisaria ser igual a todas elas, ou, precisaria tentar disfarçar um pouco meus defeitos, tipo, minha sobrancelha com falha, minhas olheiras e minhas sardas. E caso eu não controle esses pensamentos, acabo caindo num looping de indagações acerca da minha beleza em comparação com fulaninha de tal ou Gisele Bundchen. Nada saudável, se querem saber.


E é aí que está o problema. Acho que as coisas deixam de ser saudáveis quando eu começo a me comparar com outras pessoas, ou quando qualquer um começa a fazer isso. A questão em si não é a maquiagem, acho que vai muito além disso. O problema não é usar maquiagem, o problema é fazer dela um refúgio, um esconderijo de todos os medos que estão dentro de mim/da gente abafados pelo uso de algo com o intuito de que os outros me achem mais bonita/mais legal e, por isso, me aceitem. E esse tema é muito pertinente, porque é muito atual, é muito comum a gente se esconder dentro da gente e criar uma máscara pros outros, uma máscara que nos proteja e nos faça sermos aceitas por determinadas pessoas ou grupos, porque determinada fulana é a tal e eu tenho que ser igual a ela. Por isso, maquiagem - ou a falta dela - é um problema quando é desculpa para alguém não gostar de você, quando é desculpa pra você ser dependente dela psicologicamente, sem se aceitar do jeito que se é. Somado a isso, ainda surge aquele pensamento/desejo diabólico que nos é encucado, de querer ser aquela modelo "perfeita/perfeito" que tem barriga zerada ou aquela panicat que tem a bunda do tamanho do mundo, mas o que não nos passa na cabeça é que essa pessoa "perfeita" nunca será perfeita; na verdade, ninguém nunca será. Essa é a questão. Não existe um padrão de beleza, não existe a deusa da perfeição, porque a beleza está naquilo que é diferente, arrisco ainda dizer, que ela está naquilo que é, justamente, imperfeito.

(Esse assunto me traz muitas coisas na cabeça: My mad fat diary, que todos deveriam assistir, porque fala exatamente disso, de aceitação e de um clipe recente da Colbie e do John Legend, encontrem abaixo.)

Então, sem mais delongas,  acho que usar maquiagem é muito saudável, sim, dependendo do porquê você a está usando, o que não vale é desistir de si mesma pra ser algo criado, artificial. Por isso, gostaria que o desafio da foto sem maquiagem, num sentido mais amplo, fosse todo dia ao olharmos no espelho, gostaria que o que importasse mesmo fosse o que você vê ali na sua frente, sem borrões, sem desculpas, sendo de cara lavada ou não. O que importa não é como a gente está no exterior, mas como a gente tá por dentro.  É isso. A beleza está em sermos nós mesmos, não importa se eu esteja com salto alto, calça estilo boyfriend, cabelo tocando o chão, com maquiagem ou sem nenhuma. O que importa é se por dentro eu estou feliz por ser eu.






Obs: Esse post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots. 
Obs2: Talvez tenha ficado um pouco confuso, porque esse é um assunto que me inspira muito, ou seja, são muitas coisas pra falar, depois, talvez, eu faça uma versão dois ou só atualize mesmo. 
Obs3: Coloquei Beyoncé, também, em homenagem a um post que comecei a fazer sobre ela e o feminismo, to muito produtiva esse mês. Choremos juntos. 

30 agosto 2014

Novos ares e quase duas décadas

Tava aqui pensando em algumas coisas da vida, na verdade, esse mês foi bem reflexivo. Mas, toda vez que vinha aqui, eu queria me jogar na parede de tão enjoada que estava daquele antigo layout, entendam. Por isso, vai fazer 2 meses que não posto. Estava tão sem criatividade pra criar algo pra colocar aqui que fui adiando, adiando, até que não aguentei mais, tomei vergonha na cara e tentei fazer algo simples. Primeiro, fiz um layout bem sombrio, achei bem chic se querem saber, mas minha irmã disse que eu estava parecendo uma gótica, coisa que não sou. Então, parti pra outra ideia, péssima que sou com (ou sem) elas, decidi ir pra um lado mais vintage, porque precisava mudar isso aqui e a única coisa que me passava na cabeça era aquarela, estou num caso de amor com aquarela, vejam bem. Só que eu queria uma nova vida pro blog, queria que fosse totalmente diferente, o que nem foi de verdade, já que fiquei com preguiça, mas decidi ousar e colocar o plano de fundo "colorido".  E, aí deu nisso. Ainda não sei se gostei, to pensando, mas vai ficar assim por enquanto porque não pretendo abandonar meu blog só por causa do meu enjoo com um layout. Depois, quem sabe, retorno e do umas melhoradas, mas por enquanto é só e está bom.

Na verdade, sem querer, o novo design tem tudo a ver com essa minha nova fase. Uma pitada de vintage com cores quentes pra me deixar bem à vontade com os meus mais novos dezenove anos, que nem chegam a ser velhos como vintage deveria ser, mas é o mais velho que consigo estar, por enquanto, e demonstra essa minha vontade de crescer, de me tornar mais madura. Estou numa fase que anseia desesperadamente por crescer, acreditem em mim, já era aquela minha história de peter pan, pelo que parece, estou querendo, agora, ter corpo de 18 com mente de 60, sim, anseio por sabedoria já. Tava até dizendo pra Yeda, dia desses, que tudo seria mais fácil se existisse um botão que ligasse em nós tudo que precisamos como, por exemplo, ser mais maduro, ser menos tímido e etc. Só clicar e pronto, feito. SONHO MEU.

Isso se chama ansiedade, atropelar o carro com os bois. Venho trabalhando bastante isso na terapia, porque acaba que eu só vivo e vivo esperando o fim, o resultado e esqueço de curtir a jornada. O que é totalmente precipitado e típico de gente jovem, por isso, o vintage. Quero ter a sabedoria de ser mais eu nesse momento, sem pensar muito no amanhã, quero ser menos precipitada, pensar mais, amar mais, não perder oportunidades só porque esqueci de me dar conta do derredor. Só porque esqueci que as coisas não giram ao redor do meu umbigo e que conseguir algo não se trata de ir lá e pegar, mas de conquistar. O que me lembra dessa frase, minha nova filosofia de vida, "It's not about the destination, it's about the journey. Enjoy the ride".

 Enfim, só queria dizer que as coisas estão mudando, eu estou mudando, segundo Yeda, sou outra pessoa desde que entrei na terapia e eu sinto isso, sinto que as coisas estão se encaixando, tudo está encaminhando pro lugar certo. E eu estou crescendo e não está sendo tão ruim como pensei que seria. É devagar. Meio desapontador, na maioria das vezes, mas, no fim, é bem acolhedor.

A propósito, minha nova palavra favorita é: Esperança.




16 julho 2014

Porque não há nada tão legal quanto livros


Primeiro de tudo, quero dizer que estou me sentindo uma fraude, porque percebi que quase nunca posto aqui e o blog quase não tem posts, chateada. Mas, além disso, to bem feliz. E, à propósito, meu computador quebrou, então não é como se eu pudesse postar mesmo (não que eu postasse antes quando estava com computador). Essa vida é uma graça, minha gente. Como diz minha querida vic ceridono, só que a respeito de maquiagem, não há nada tão legal quanto livros, por isso venho falar mais uma vez sobre eles. Este, abaixo dessa pequena apresentação, é um meme/tag (nunca sei a diferença) chamado Palavras cruzadas criado pela InesBooks. Não sei quem foi o primeiro a passar para o "papel", se é que me entendem, mas vi pela primeira vez no blog da Anna e resolvi, depois de muito tempo, fazer.

1) Vox Populi (um livro para recomendar a toda gente)

Já quis fazer um clube do livro com uns amigos por causa dele, já quis mostrar e enfiar na cabeça de todo mundo. É um dos livros mais sensíveis que já li, se não o mais sensível. Dá um tapa na cara e diz assim: "Quem você acha que é? Que você acha que ta fazendo com sua vida? ACORDA, MINHA FILHA". Enfim, Extraordinário é capaz de nos tirar do nosso lugar comum, pelo menos foi pra mim, e mostrar o que realmente importa na vida, sem muita pretensão, ele chega mansinho e arranca a gente de nós mesmos, se é que vocês me entendem.
                                     
2) Maldito plágio (o livro que gostaríamos de ter escrito)

Vou logo deixar claro que não tenho a pretensão de ser parecida/comparada com Markus Zusak, não sou doida, tenho consciência da genialidade desse homem, sou apaixonada por ele e nem chego aos seus pés. Mas, esse livro foi de uma identificação tão grande, tão linda. Lembro que enquanto eu o lia, tive que parar diversas vezes e em uma dessas vezes, cheguei a dizer pra minha mãe que eu e o Markus éramos a mesma pessoa, essa era a única explicação pra o que eu tava vivendo ali. Marquei diversas passagens do livros que me remetiam a coisas que eu gostava de escrever, sentir, não sei explicar direito. A garota que eu quero não é uma distopia, não tem nada de muito extraordinário, ele é bem simples, na verdade, mas extremamente poético. E eu queria tê-lo escrito sendo Beatriz, não Markus hahaha.  

3) Não vale a pena abater árvores por causa disso 

Eu odiei esse livro e até hoje me pergunto como uma editora foi capaz de publicar um negócio tão ruim. Sério, não tenho palavras pra dizer o quanto fiquei ultrajada. Fiquei tão boquiaberta que, no fim, quase o joguei na parede, logo eu que sou contra qualquer tipo de violência, principalmente contra livros. O autor só pode subestimar nossa inteligência, realmente não sei o que passa na cabeça de uma criatura dessa. Fiquei muito irritada e até hoje tento dar um destino a Bruxos e Bruxas, mas nunca consigo dar um fim no coitado. 

4) Não és tu, sou eu (um livro bom, lido na altura errada)

Só em dois minutos lembrei de dois. Ou seja, minha vida é cheia de timings errados, preciso consertar isso e escutar mais minha voz interior que fica me dizendo qual livro devo ou não ler em determinando momento (Sim, isso acontece comigo). Mas, eu fui com tanta expectativa nesse que, no fim, fiquei tão triste porque não achei muito lá essas coisas. E o pior é que eu sei que se tivesse lido um tempo depois, eu teria amado. Porque não tem como não amar O mágico de Oz, principalmente, porque ele tem tudo que eu gosto num livro: metáforas, poesia, lições de vida e etc. Já coloquei como meta lê-lo daqui um tempo, dessa vez num momento melhor, talvez com uma tradução diferente.

5) Eu tentei... (um livro que tentamos ler, mas não conseguimos)

Eu adoro ficção científica, simplesmente amo, por isso não entendi muito quando fui obrigada a abandonar O guia do mochileiro das galáxias. Mas, não consegui continuar, simplesmente não engoli nenhuma parte do livro. Por isso, acho ficção científica tão difícil, porque tudo tem que ser muito pensado pra ser crível, tenho que me inserir totalmente nesse "novo" mundo, o que absolutamente não aconteceu.  Abandonei no capítulo 10 com uma dorzinha no coração, mas não me arrependo. 

6) Hã? (um livro que lemos e não percebemos nada OU um livro com final surpreendente)

Lembro de várias vezes em que fiquei com a sensação de surpresa por causa do fim de alguns livros, mas não me lembro bem de como foram esses finais e quais foram, tenho esse defeito irritante em mim, memória ruim. Por isso, vou falar do livro mais recente que me deixou boquiaberta com o final sensacional e inesperado do livro. Serena teve o final mais surpreendente, inesperado, genial, incrível que me lembro. Terminei o livro e fiquei alguns minutos absorvendo o que tinha acontecido. Tenho certeza que a personagem também se surpreendeu tanto ou mais que eu (Sim, sou dessas). 

7) Foi tão bom, não foi? (um livro que devoramos)

Tenho costume de devorar livros. Preciso me controlar nesse aspecto, por isso, depois, tenho dificuldade pra lembrar bem dos detalhes do livro. Mas, tem vezes que não consigo me segurar, sento um pouquinho e BUM, o livro acaba. E isso acontece mais do que eu gostaria. Por isso, vou colocar um livro que devorei em mais dias, devorei de um jeito diferente, frenético, mas aos poucos, entendem? Tanto faz ser A passagem ou Os doze, os dois foram devorados, os dois foram deliciosos. Primeiro de tudo, "A passagem" foi uma surpresa maravilhosa porque foi exatamente o oposto do que eu achava que seria, devido a capa parecida com "A cabana". Adorei a construção dos personagens que o Justin fez, tudo que vinha gradativamente e, no fim, se encaixava perfeitamente. E, não foi diferente com "Os doze", que ele levantou vários questionamentos sobre a humanidade e etc. Maravilhosos.  (Reparem na semelhança clicando aqui)

8) Entre livros e tachos (uma personagem que gostaríamos que cozinhasse para nós)

OKAY, Harry Potter é uma fábrica de cozinheiros. Entre a Molly e os elfos-domésticos, decidi pelos elfos que são capazes de fazer aqueles banquetes i-n-c-r-í-v-e-i-s de Hogwarts e eu ficava babando de inveja de todos que podiam desfrutar da mágica e saborosa refeição oferecida por eles. Por isso, no meu mundo ideal, os elfos cozinhariam pra mim, mais precisamente num cômodo abaixo do meu, pra meu prato também surgir do nada. AMO. 

9) Fast forward (um livro que poderia ter menos páginas que não se perdia nada)

Não gosto de melação. Na verdade, gosto até um ponto, mas alguns livros chegam em um nível que se tornam insuportáveis, como é o caso de A última carta de amor. Ele poderia ter menos 100 páginas ou, quem sabe, 384 páginas a menos hehe e, então a escritora poderia escrever outro livro que não ele.


10) Às cegas (um livro que escolheríamos só por causa do título)

Seria surpresa dizer que Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios tem um dos títulos mais lindos que já vi? Sério, que título lindo, fico apaixonada. Não tenho a mínima ideia sobre o que o livro trata, mas só pelo titulo valeu. 
                                    
11) O que vale é o interior (um livro bom com a capa feia)

Eu poderia citar aqui qualquer um dos dois livros lançados da Stephanie Perkins, porque, assim como fazem com a Richelle Mead, as editoras não capricham em suas capas. Coitadas. Mas, vou falar de Lola e o garoto da casa ao lado, que é um amor de livro, um docinho. Todos livros da Stephanie dão vontade de se teletransportar pra viver dentro deles, mas o Lola me ganhou de um jeito tão delicioso, e o Cricket né. Vida injusta essa. Pretendo fazer um post sobre esse meu sentimento, me aguardem. Enfim, a maravilhosidade do livro vai em contramão com a "beleza" da capa. 

12) Rir é o melhor remédio (um livro que nos tenha feito rir)

Sou muito besta pra rir, porém Fiquei com seu número está num nível superior de só me fazer rir. Eu gargalhei alto, chorei de tanto rir, quase cai no chão e fiz papel de doida no ônibus por estar rindo "sozinha". Dia desses reli juntamente com minha irmã e por mais que soubesse tudo que ia acontecer, gargalhei tudo de novo. Adorei.

13) Tragam-me os Kleenex, faz favor (um livro que nos tenha feito chorar)

Existem inúmeros. Sério, do mesmo jeito que sou besta pra rir, sou uma manteiga derretida. Mas, um livro que me fez chorar tanto quanto TFIOS (que vocês conferem abaixo; achei injusto para com os outros livros que nunca aparecem nessa seção colocar tfios de novo por aqui). Sempre adorei história, principalmente a segunda guerra mundial, por isso, quando li O diário de Anne Frank, que é ainda mais emocionante porque foi real, foi demais pro meu coração. Sério, dos melhores livros da vida. À propósito, ele também é um livro que recomendaria a toda gente. 

14) Esse livro tem um V de volta (um livro que não emprestaríamos a ninguém)

Dia desses, estava falando sobre o filme de A culpa é das estrelas com uma conhecida e sem querer deixei escapar que tenho o livro. Ela passou a me pedir emprestado e eu tentei escapar sorrateiramente dessa situação, na verdade, ainda conto com a minha sorte pra que ela já tenha esquecido tal fato. Tenho um apego tão grande com esse livro, todo cheio de marcações, cheio de feels, cheio de coisas que não me cabem. Já emprestei ele, na verdade, pra minha prima, mas com o coração na mão e só o fiz porque confio nos cuidados dela. Mas, essa foi a primeira e última vez que minha edição sentiu as mãos de outra pessoa. 
OBS: Deixo claro aqui que não tenho problemas em emprestar livros, já que também gosto de pegá-los emprestado. 
OBS: Deixo aqui esse post sensacional da Milena que me compreende totalmente quando o assunto é tfios. 

15) Espera aí que eu já te atendo (um livro ou autor que estamos constantemente a adiar)

Vivo adiando As crônicas de gelo e fogo. Ou seja, George R.R.Martin. Acho que o tamanho dos livros me assusta muito, porque não posso "perder" muito tempo lendo esses livros de ficção quando deveria estar estudando física/biologia e etc, daí vivo adiando. Já assisto à série e sou apaixonada por, mas ainda não tive coragem de encarar os livros. Vivo dizendo pros amigos que vou ler jaja e vou mesmo, um dia. 

04 junho 2014

Tem um mundo dentro do meu talvez

Eu adoro pessoas. E se tem uma coisa que eu adoro em adorar pessoas é poder percebê-las sendo elas mesmas sem mostrar pra ninguém, no escuro, na surdina. Segundo pesquisas que todo mundo já sabe, existem sete bilhões de pessoas no mundo, aproximadamente, e isso me deixa completamente excitada. Porque adoro saber que não conheço todas as pessoas do mundo e, provavelmente, nunca vou conhecer nem a metade, mas fico triste ao mesmo tempo por não poder conhecê-las todas.

Já falei por aqui que adoro andar de ônibus. Porque simplesmente amo observar as pessoas e escutá-las, e no ônibus eu vivo fazendo isso. Eu vivo vendo gente de todo tipo passar pela catraca, entrar pela porta do meio, sorrir pro cobrador, nem olhar pra ele. Gente cantar ouvindo alguma música, fechar os olhos devagarzinho quando o vento resolve entrar pela janela, prender o cabelo, olhar nos olhos, sorrir de alguma besteira, ficar bravo, ficar com cara triste por estar no aperto (físico e, quem sabe, mental), encostar a cabeça no ombro, quando em pé, por estar cansado, fazer gentilezas ao pegar os livros e bolsa de alguém. Eu amo andar de ônibus porque eu vivo vendo gente sendo gente. E isso é fascinante demais pra ser algo que passa despercebido.

Gente, talvez, seja a coisa mais bonita que exista,  porque ser gente é ser um monte de experiências, um monte de sonhos, medos, desejos, amores, um monte de um monte que são individualidades. Individualidades essas que juntas formam sete bilhões de mundos dentro de um só. E entre esses sete bilhões existe eu, que to pensando isso agora, e, ao mesmo tempo, um alguém que esteja lá do outro lado do mundo pensando na roupa que vai vestir, e outro que ta lutando pela vida, e outro que só quer chegar em casa e dormir.  Existem sete bilhões de vidas que estou louca pra conhecer e eu nunca vou ter essa oportunidade. E, repito, isso é fascinante demais.

Daí eu me lembro do Gus e seu medo do esquecimento, e concordo com a Hazel, o esquecimento é inevitável. Mas, ao mesmo tempo, acho injusto sermos esquecíveis. Acho injusto o universo nos parir, nos ver ser nós mesmos, nos ver encontrar mil pessoas na vida e, no fim, esse tanto de mundos, de coisas interessantes, de medos, amores ser algo esquecível. Acho injusto não pra mim, mas pras pessoas que por aí ainda serão paridas. Porque elas simplesmente não terão oportunidade de conhecer seu José que abre a porta do ônibus mesmo sem estar na parada, nem de conhecer João que todo dia me dá um bom dia caloroso, pergunta se estou bem e me deseja uma boa aula toda vez que vou pagar a passagem. Ou, até, que nunca saberão quem foi Sócrates e o que ele disse. Quem foi Cleópatra, João Verde, Napoleão Bonaparte. E isso é injusto demais.

Não há como negar que provavelmente, um dia, ninguém irá saber o que essas sete bilhões de pessoas fizeram ou irão fazer até o último dia da vida delas. E o universo zomba da nossa cara nesse momento. Aí vem um pensamento na mente: "Se tudo está fadado ao esquecimento, por que perder nosso tempo vivendo?" E é nesse ponto que eu acho que tfios é extremamente genial. Não importa muito o depois, as pessoas que virão ou não, o dia que talvez virá, a marca que eu vou deixar no mundo ao fazer uma escultura, porque, no fim, ela não mais vai existir e muito menos nós. E todo o futuro é um talvez. Um grande talvez. Mas, as pessoas não. Não há talvez nelas. Não hoje, pelo menos. E poder aproveitar cada uma delas, cada uma de suas particularidades, medos e aprender com elas, viver, observá-las no agora é o que torna tudo real/crível. É acreditar nelas, no poder de suas influências e marcas na nossa vida que torna tudo infinito apesar do inevitável finito de nossas memórias.

Acho que esse é o verdadeiro porquê de tudo: As pessoas.  Por isso, me acho no dever de não perder nenhuma delas de vista, perdê-las o mínimo possível, pelo menos; então as observo sendo, na surdina, devagarzinho, sem pressa. E no fim, entendo que o infinito é exatamente o agora.



*Não sei se ficou confuso demais, mas juro que na minha cabeça dá pra entender. 

13 abril 2014

Talvez esse seja o meu ano

Ou: Um post muito informativo sobre coisas que mudarão sua vida.


Deixa eu contar uma coisa a vocês: ando mais controlada!!! (Em certos aspectos da vida, que não incluem minha reação ao ouvir a trilha sonora do filme mais esperado - e ao mesmo tempo nem tão esperado assim, porque to apreensiva- do ano, por essa pessoa que vos fala). Acho que voltar pra psicóloga ta me fazendo um bem, cês nem sabem. TO ATÉ MEDITANDO. (Embora eu ainda não tenha entendido exatamente como isso funciona, já que não consigo ficar sem pensar nada). Mas, fora isso, gritar uns bons "RÁ" ta me fazendo um bem danado, acho que por isso estou me sentindo um pouco diferente da beatriz que normalmente mostro por aqui. Porque, venhamos e convenhamos, sou uma chata de galocha reclamando dos meus "problemas" sempre. Nem eu me aguento mais. Enfim, estou aqui pra dizer a vocês como, contrariando janeiro, esse mês de março e abril estão sendo i-n-c-r-í-v-e-i-s (fora a notícia da ufpe adotando o enemaldito).

Gostaria de dizer a vocês que vou ser menos pirangueira. Nova resolução pra esse ano, porque decidi tomar vergonha na cara e comprar os dvds dos meus filmes queridos. Estava eu, um dia desses, em minha busca interminável por um filme pra assistir, assim como estou agora, quando decidi assistir novamente, pela milionésima vez, "sexo sem compromisso" e, como sempre, tive a mesma reação de quando assisti pela primeira vez. Sorriso de um canto a outro, felicidade suprema e vontade de abraçar o computador de tanta felicidade por tê-lo baixado e poder assisti-lo agora sempre que quiser (A netflix está frescando com a minha cara e não ta pegando direito, por isso o baixei). E agora eu me pergunto como não tive essa ideia genial de comprar o dvd antes, porque né, meu coração nunca vai cansar de doses tão identificáveis de amorzinho. Pausa para colocar "no strings attached" no weheartit e morrer de amores.


COMASSIM, GENTE??? MORTA

Embora todas minhas neuras torçam contra, estou conseguindo estudar direitinho. E estou, preparem-se pra tamanha informação, amando estudar física. Já fiz mais de 200 questões só dela, a maravilhosa, esse mês, acreditem se quiserem. Só preciso encaixar na minha vida as outras matérias que não são minhas específicas, principalmente matemática que eu costumava amar, mas agora odeio com todas minhas forças. (E ainda tem gente que não acredita que as pessoas podem mudar, que que isso). Além disso, minha vida financeira deu uma leve melhorada, ou seja, livros novos, roupas novas, comida, bolsas e débitos infinitos. Ó gente como é bom comprar coisas, to começando a virar uma consumista compulsiva. E isso tudo se deve à Yeda, que disse que trabalhar e ganhar meu próprio dinheiro era imprescindível pra minha auto-confiança, então to "trabalhando" alguns dias que não atrapalham totalmente meus estudos.

Comprei duas saias longas e ó vida maravilhosa essa a de andar com saia. Sério mesmo. Já viraram farda, to precisando comprar mais algumas, porque to viciada. Se eu pudesse, só saía com elas agora. Me sinto uma mulher com vinte anos, e isso é maravilhoso já que nunca consigo acreditar que tenho 18 anos e já sou "dona" do meu próprio nariz. Falando nisso, to ficando tão independente que já tenho cartão de crédito!!! (To falando a vocês que to virando uma consumista, jaja to no spc serasa e to doida igual a Becky Bloom). Embora, claro, eu não seja a titular do cartão, já que legalmente não tenho nada na minha vida, nem faculdade nem nada, ou seja, sou uma sem facção pra esse povo de cartão. Mas me esperem quando eu entrar em medicina!!!!!!!! VOU ESCRACHAR

To escrevendo mais no meu diário, já que amo a ideia de ter 30 anos e poder ler tudo que passei e como era exatamente nessa minha época. E to amaaaando escrever pra minha eu do futuro, sério, fico conversando com ela, isso é tão louco, vocês deviam tentar. Estava querendo um celular novo, mas como disse antes, sou pirangueira demais pra gastar mais de 100 reais num celular, por isso nunca comprei um. É aí que de repente eu ganho um!! GENIAL, adoro esse mundo. (Segundo Yeda, quando a gente joga pro universo, ele devolve o que jogamos, ou seja, to fazendo alguma coisa boa heinn).

Em uma aula super chata sobre mitose e meiose em que eu já estava quase caindo da cadeira de tanto sono, meu querido professor resolve, do nada, me dar de presente uma aula sobre reprodução que, pasmem, é de longe meu assunto preferido. Morri nesse momento. Beijo pra ele que entrou na minha sintonia e conseguiu ler meus pensamentos (Yeda aprova esse post).

PS¹: Ganhei uma blusa de The O.C.
PS²: Conheci uns blogs que são do jeito que amo de coração.
PS: Descobri exatamente o que é feminismo e, consequentemente, descobri que sou uma feminista.
PS: Decidi que não vou ficar sem ler meu livros queridos com havia planejado no começo do ano, porque percebi que eles foram decisivos pra garantir minhas sucessivas notas 960 na redação do enem.
PS: Assisti "Grande menina, pequena mulher" pela milionésima vez e chorei como sempre. Adoro meus filmes queridinhos. 
PS: Fiquei triste por não escrever como algumas blogueiras geniais, mas aí fiquei feliz porque as leio e percebi quão parecidas somos, já que ás vezes elas parecem que tiraram uns posts da ponta da minha língua. (Assunto pra outro post).
PS: Descobri o cream cheese!!
PS: Assisti divergente.
PS: Hoje choveu e eu não tinha que acordar cedo.
PS: Morri de amores com o último episódio de hart of dixie.
PS: Engordei.

Enfim, esse foi o meu mês de março/abril. Mais uma postagem que vai mudar a vida de vocês. Beijos pra quem ainda aguenta ler esses posts cheios de informações úteis. 




30 março 2014

Em um universo paralelo, talvez não totalmente Rae

Meu objetivo era não falar de my mad fat diary, porque muita gente já o fez e, o fez muito bem. Mas, não consegui passar por esse último episódio sem ter uma vontade imensa de dizer que essa é a série mais fantástica de todos os tempos -  levemos em consideração que já assisti mais de mil séries hehe e, principalmente, levemos em consideração que essa é a minha e, exclusivamente minha, opinião.

Não vou fazer nenhuma espécie de resumo, porque se você não assiste, deve assistir; e se você já assiste, já sabe da história.

Pra não perder os velhos hábitos clichês, vou dizer que eu sou a Rae Earl. Mas, digo isso em alto e bom tom, porque é a mais pura verdade do mundo. Talvez eu nunca tenha precisado ir pra um hospital psiquiátrico por ter me machucado fisicamente, mas, em contramão, eu mesma tenha me machucado várias vezes mentalmente/emocionalmente, me auto-boicotando e etc. Ou talvez eu não tenha 150 quilos e me ache a pessoa mais horrível do mundo por ser gorda, mas tenha 46 quilos e me ache diferente por não ter cocha, nem bunda como as mulheres da tv e as ditas brasileiras. .

Enfim, o assunto do post não é esse, ou é, também. Explicando... No último episódio da segunda temporada (talvez último episódio da série), Rae tem uma conversa bem séria com o Kester, seu psicólogo, sobre ela ser uma pessoa droga, inútil, horrível e entre outras coisas. Essa cena é tão forte e tão emocionante que vou colocar um pedaço aqui do diálogo:

K: "Eu quero que você imagine uma versão de você que tem 10 anos sentada logo ali naquele sofá. Agora essa é a pequena garota que acreditou um dia que ela era gorda e feia e uma vergonha. Eu quero que você imagine ela sentada naquele sofá ali agora. Agora diga pra essa garota que ela é gorda."
R: "Eu não vou fazer isso."
K: "Diga para essa garota que ela é feia."
R: "Eu não quero."
K: "Diga para essa garota que ela é uma vergonha, desprezível e inútil. Porque é isso que você faz consigo mesma todas as vezes que diz isso pra você, quando você se convence que é uma vergonha e um fardo. Você acha que ela é feia?"
R: "Não."
K: "Não? Ou feia ou uma vergonha ou inútil?"
R: "Pare!! Não, ok? Não."
K: "O que você quer dizer para essa garota? Se ela te disser que é assim que ela se sente sobre si mesma, o que você diria pra ela?"
R: "Que ela é ótima. Que ela é perfeita."
Foi tão sensacional assistir algo desse tipo, que não teve como não me enxergar ali, no meio daquela dor. Por isso, eu resolvi aderir à postagem coletiva do rotaroots, embora não faça parte do grupo, e escrever pra a minha eu de dez anos atrás, pra dizer a ela o quão incrível ela é e pra que ela keep going de cabeça erguida pra talvez, a minha eu, de outra dimensão, futura, seja melhor, mais confiante do que sou hoje.

(AVISO: ESSE POST PODE FICAR UM POUCO GRANDE)
Querida eu, 
Talvez você fique meio desconfiada ao encontrar essa carta, achando que alguém está fazendo piada de você, mas, acredite se quiser, essa sou eu escrevendo com dez anos a mais (Talvez a humanidade tenha descoberto a máquina do tempo). 
Sei que isso é excitante, sempre fomos ansiosas - faríamos de tudo pra saber o futuro- confesso que isso não mudou muito, por isso irei falar algumas coisinhas, mas nada muito grande pra não perder a graça de toda a sua jornada. E, pra falar a verdade, se tem uma coisa que esses dez anos vêm tentando me ensinar é a ter mais paciência, por isso vou te deixar com curiosidade às vezes, tenha muita paciência. Na verdade, essa é uma palavra que você deveria anotar na sua parede, no caderno, na mão, em qualquer lugar, pra você sempre se lembrar, porque você já tem que colocar na sua cabeça que as coisas não acontecem quando queremos e como queremos. As coisas acontecem quando tem que acontecer e você vai perceber que elas acontecerão melhor do que você as havia planejado, acredite. Sei que você provavelmente está lendo isso e fazendo cara de "acho que não hein", porque somos teimosas, mas se tem outra coisa que eu aprendi nesses anos foi a escutar mais os conselhos de quem a gente ama, e eu to falando isso pra você porque eu realmente quero que as coisas deem certo. E pelo que to conseguindo ver daqui de cima da montanha, nosso caminho é bem tortuoso, mas cheio de alegrias. 


Queria te dizer, também, pra você olhar mais pros lados, não tem problema ser na sua, mas às vezes devemos enterrar o medo bem fundo pra podermos fazer aquilo que realmente queremos. E eu quero que você faça isso, olhe mais pras pessoas ao seu redor, elas não mordem, acredite; quando você conseguir olhá-las e vê-las como seres humanos, apenas, tudo vai ficar mais natural e, por isso, você não vai sofrer tanto, fechada no seu mundinho. Sei que essa bolha que você criou pra você é bem convidativa, dá vontade de ficar nela pra sempre, mas você tem que entender que o mundo vai muito mais além do que cinco passos pra cada lado do seu corpo, e viver do lado de fora dessa cápsula pode ser muito mais divertido, você vai ver.  Outra coisa, sei que nesse momento você está passando por mudanças, suas amigas já não pensam só em bonecas, brincadeiras e etc, e por isso você se sente deslocada. Não fique. Você vai ver que a hora que esse sentimento surgir vai ser perfeita, será a hora certa de conhecer alguém legal que vai chegar num timing perfeito, então, você deve aproveitar esse momento de agora pra correr mais por aí, sei que nunca fomos fãs de esportes, mas faça um esforço, porque nossa saúde agradece. Você não vai ficar encalhada pra sempre só porque decidiu dizer não pra alguns meninos. Ao contrário, você vai aprender que a melhor companhia que podemos ter, somos nós mesmas e mais algumas gargalhadas, quem sabe até um livro e, vez ou outra, alguém especial vem pra acrescentar esses momentos de felicidade. À propósito, você vai fazer amizades inesquecíveis, vai viajar pra Europa, Hogwarts, Forks, Olimpo. E já vou adiantando, vai ter uma época em que você vai ficar completamente louca por um vampiro aí, vai chorar, dizer que ama, brigar com quem também disser que ama, comprar inúmeras coisas, colar um pôster enorme no seu quarto, mas, assim como surgiu, isso vai partir rapidamente. Então, tente não brigar tanto com seus amigos por causa disso. 



Uma coisa muito importante que quero te dizer: aproveita bem as pessoas que estão contigo nesse momento, a vida passa depressa demais e as pessoas mais amadas vão indo embora. Então, não chora. Tenta lembrar dos momentos que passamos com elas que foram tão maravilhosos, lembra dos sorrisos, dos bombons e do "eu te amo" dito baixinho pra ninguém ouvir. Esse vai ser o período mais triste de nossa vida, você vai chorar noites à fio, vai querer amaldiçoar Deus por ter levado quem você ama e vai chorar baixinho toda vez que lembrar. Mas, acredite, a dor vai diminuindo com o tempo, iremos sentir saudade, lembrar de tudo, mas a ferida já não sangra mais. Então, calma, tudo passa. Seja forte. Busca lá no fundo essa força que existe, mas ta escondida. Você vai descobrir que é muito mais forte do que imagina. 




Outra coisa, quero que você não fique muito desesperada quando sentir que as responsabilidades estão aumentando, principalmente quando você ouvir pela primeira vez a palavra vestibular. Só te adianto que sempre fomos confusas, então esse momento da nossa vida não seria diferente. Vai ser uma confusão, você vai chorar, vai querer desistir, vender pulseira na praia, mas, depois do desespero, vai perceber que a resposta tava lá o tempo todo, você só não percebeu. Depois disso, não vou dizer que tudo vai ficar mais fácil, não vai, mas vai ser um caminho difícil em busca do seu maior amor. E tudo vai se encaixar. Ainda não posso te dizer quando e como as coisas vão acabar, ainda não cheguei na linha de chegada, mas, prometo, que assim que chegar, te escrevo pra dizer o quanto seremos felizes. Sem datas, claro, porque aí nada teria graça. 

Medo é um tecla que deu tilt no nosso sistema, infelizmente. Portanto, vou repetir e falar dele de novo aqui. Em algum ponto dessa vida, segundo yeda, minha psicóloga, ele começou a colocar suas garras pra fora. Então, por favor, quando você sentir que ele vai dar as caras, simplesmente manda ele dar o fora! E, portanto, faça questão de viver mais, sem medo do que pode acontecer. Nós costumamos pensar muito e isso, às vezes, estraga as coisas. Take it easy. Relaxe um pouco, aceite mais a aproximação dos outros, diga mais a sua opinião, não se cale por ninguém, não deixe ninguém colocar seus desejos em segundo plano, nunca aceite que você não é capaz. Confie em si e mostre ao mundo a Beatriz que existe dentro de você, forte, inteligente, com garra, alegre. Suas opiniões não são baboseira, e se forem, não tenha medo de falar besteira, ou de pedir desculpas por ter falado baboseiras demais da conta. Você é um ser humano, permita-se errar e aceite que as pessoas ao seu redor também erram, tudo ficará mais fácil quando você entender que ninguém ta aqui pra satisfazer nossas expectativas e nem você deve satisfazer as expectativas de ninguém. Então, como diz Mário Quintana, se baste.



Falando em Mario Quintana, você vai ter melhores amigos incríveis. E eles te acompanharão pra todo lugar, já te aviso que suas bolsas sempre serão grandes pra fazê-los caberem nelas. E o principal responsável por isso, será nosso pai, ele te dará de presente um livro lindo com uma capa dura e letras vermelhas estampadas que você devorará em uma estalo, aí você vai querer mais um, mais um e nunca mais vai parar. Além desses melhores amigos, também surgirão pessoas incríveis na sua vida, você vai saber quando elas aparecerem, a gente sempre sabe, que vão te fazer chorar e ter dor na barriga de tanto rir, vão te apoiar, te ensinar a rir mais da sua cara, te ensinarão a aceitar as diferenças e aprender a amá-las.  Eles te completarão sem nunca terem sido sua metade. E você vai amá-los como uma família. 


Acho que já falei demais do que seremos, do que você deveria fazer e, provavelmente, não vai fazer, porque é cabeça dura demais. Assim, só te deixo com um pedaço de um dos nossos livros favoritos, pra que você sempre acredite no seu poder e no poder dos seus sonhos. Acho que uma de suas maiores qualidades é acreditar sempre, no mais bonito, no melhor das pessoas, nos sonhos; portanto, nunca, NUNCA, deixe nada abalar isso, sempre levante a cabeça, lute e acredite no que pode existir de mais belo, mesmo que aparentemente seja algo impossível. 

"— É pecado sonhar ? 
— Não , Capitu. Nunca foi.
 — Então por que essa divindade nos dá golpes tão fortes de realidade e parte nossos sonhos ?
 — Divindade não destrói sonhos, Capitu . Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer"




PS: Tem tanta coisa que ainda quero te contar, talvez te escreva mais vezes. 
PS²: Escreva mais no seu diário, garanto que você vai amar lê-lo quando crescer. 
PS³: Fiquei com preguiça de escanear uma foto sua, talvez envie outra carta com uma foto decente.  

Com amor.