22 setembro 2013

Feche os olhos e pense em algo bom

O tempo passa. O cabelo cresce. Os pés já andaram mais do que imaginávamos. As responsabilidades aumentam. O medo bate na nossa porta. O mundo nos cobra. E, então, a gente cresce.

Passei um tempo distante daqui porque eu estava em uma autodescoberta;  sinceramente, estava naqueles momentos introspectivos que a gente às vezes tem que se permitir pra poder analisar o que estamos fazendo da nossa vida e o que queremos fazer a seguir. Pelos textos antigos, vocês podem perceber que eu estava meio fora de mim, muito confusa, com medo, triste e mais um turbilhão de emoções juntas. E esse tempo pra mim foi imprescindível, eu me descobri no meio da minha bagunça, procurei lá dentro, arrumei as coisas, fiz a tão amada faxina que falei num dos posts anteriores e aqui estou.

Mais leve, mais equilibrada, mais alegre e com a certeza de que tudo acontece no tempo exato.

Pensando no que eu era há um, dois anos atrás, eu percebo a diferença da pessoa que eu era pra essa pessoa que eu me tornei. Sem querer, e, talvez, até sem perceber direito, eu cresci, amadureci e me tornei alguém melhor, com mais fé na vida e nas pessoas.

Não posso dizer que crescer foi fácil, acho que nenhuma mudança é, mas foi libertador demais. Agora, sim, eu percebo que todas as lágrimas não foram em vão, que as dores de saudade foram necessárias, que os risos desesperados também e tudo o que passei. Nada foi por acaso. Tudo aconteceu pra que eu me tornasse alguém melhor, mais forte, mais acreditada e serena.

É uma paz. É a certeza de que a vida é perfeita, mesmo que tenha algumas dores. É a serenidade de saber que tudo vai acontecer no momento certo. É a força de compreender que pra conseguir o que eu quero, tem de haver luta. É amor. Amor pela vida, pelas pessoas, pelos lugares, pelas lágrimas, sorrisos, abraços, dores, alegrias, pela natureza, livros, palavras, pelo vento que bagunça o cabelo, pelos pés machucados, mãos sofridas, olhos. É amor, acima de tudo, pelo que se é.