23 março 2013

Como se não houvesse amanhã

Não costumo ir a festas, baladas, lugares muito cheios e afins; porque não gosto muito da multidão aglomerada, do barulho ensurdecedor e de algumas músicas que alguns Djs insistem em tocar. Porém, recentemente, ao ir para a formatura da irmã da minha amiga Bruna, mudei minha opinião a respeito de música alta feita para se dançar e festas DE VERDADE, diga-se de passagem.

Meu trauma com tais eventos é fruto das péssimas experiências que já passei nas festas que frequentei até meus 16 anos e, até, na minha própria formatura, aos 17. Nessas festas, baladas, discotecas, ou qualquer nome que você queira falar, as músicas predominantes eram do tipo: Bregas horrorosos, forró (até aceitável, mas não muito), funk e, recentemente, surgiu um novo tipo de que, na verdade, eu nem mesmo sei qual é o estilo, que são com letras com "novinhas" e outras barbaridades obscenas. Portanto, é perceptível de onde vem este trauma de lugares fechados com música alta e muita gente junta. Felizmente, uma luz no fim do túnel surgiu na minha vida.

Eu sempre gostei de dançar e viajar na música que, no momento, estou escutando ao mesmo tempo que danço. Por isso coloco os fones de ouvido quando o mundo ta muito pesado pra carregar e necessito de um intervalo que me faça querer continuar mais um pouco a caminhada e, então, danço. Danço muito. Sozinha. Na frente do espelho pra ser mais legal. E nesse momento eu me transporto, esqueço tudo que ta à minha volta e viajo. Mas isso nunca aconteceu em uma festa. Até esse ano.

Posso afirmar, categoricamente, que minha vida mudou depois que fui pra essa formatura, porque eu fiz tudo isso que faço sozinha em casa em uma festa, cheia de gente em volta e com nenhum pingo de vergonha (no começo eu estava meio sem jeito, mas depois me soltei). Agora você me pergunta por que isso aconteceu  em uma formatura, mas nunca em 16 anos de uma vida havia acontecido. E a resposta é muito simples: As músicas que tocaram eram realmente muito boas e, por isso, fizeram o favor de mostrar a mim que festas podem, sim, ser muuuito boas. Mesmo com gente bêbada do seu lado e com salto alto (sempre leve uma havaiana na bolsa) enquanto você pula loucamente ao som de complicada e perfeitinha, desejando que a música não acabe nunca e suas pernas aguentem mais um pouquinho, depois de cinco horas dançando sem grandes intervalos, você percebe que aquela foi uma das melhores noites da sua vida.

Por este motivo, pela minha libertação, pela minha, assim como fala meu pai, saída das trevas da ignorância para a luz do conhecimento, eu decidi fazer a lista das músicas que me fizeram sair do chão e ainda, me perder na sua letra. Logo abaixo vocês podem conferir algumas músicas que me fazem dançar e viajar ao escutá-las.


Dicotomia from Beatrizt on 8tracks Radio.


Beijos

3 comentários:

  1. É muito bom dançar, dançar, dançar até cansar MESMO, né? Mas tem que ser com música boa, com certeza! Vou ouvir suas músicas!

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  2. Que lindo todo esse sentimento! Eu amo dançar, costumava fazer isso com mais frequência e posso dizer que era bem mais feliz viu... Mas ultimamente tenho me sentido tão cansada que eu prefiro ficar em casa reclamando do mundo no twitter rs.
    Aproveite essa fase! Beijos

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  3. Eu também nunca gostei de ir pra festas, sempre curti ficar em casa. Acho que também é por culpa das músicas, ainda mais aqui no Rio que predominam o funk, pagode e agora sertanejo. Mas já fui em um casamento de uma amiga que as músicas foram boas. Numa festa pra mim isso é essencial haha. Vou ouvir sua mixtape, adorei seu blog!
    Beijos!

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