24 janeiro 2013

Anjo mecânico – Cassandra Clare


Anjo Mecânico

Título: Anjo mecânico
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record


Sinopse:
Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Clare. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que é capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo.


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Anjo mecânico é o primeiro livro da série “As peças infernais” da Cassandra Clare, é ambientado no século XIX e apresenta o mundo dos Caçadores de sombras e criaturas do submundo antes da série “Os instrumentos mortais”. Conta a história de Theresa Gray, uma americana de 16 anos, que vai para Londres, a convite de seu irmão Nathaniel, depois que sua tia morre. Acreditando ser uma garota normal, Tessa, ao desembarcar em Londres, é abordada por duas criaturas, as Irmãs Sombrias, que dizem vir em nome de seu irmão.

As duas mulheres, porém, mantêm Tessa presa dentro de uma casa e a ensinam a usar seu dom, sempre a chantageando ao dizer que seu irmão Nathaniel sofreria caso ela não colaborasse com o treinamento. Esse treinamento ocorre para que, um dia, o Magistrado possa se casar com ela e possa usar o dom da mesma para seus planos. Quando Tessa descobre que irá se casar com um homem intitulado Magistrado, ela se desespera e tenta fugir. Infelizmente, ela não obtém êxito na fuga e é pega. Já trancada no quarto, depois de sua tentativa de fuga, um Caçador de sombras entra e a resgata. A partir disso, Tessa se vê em um mundo do qual não sabia a existência e no meio de uma guerra entre Nephilins e máquinas do Magistrado.

Como primeiro livro de uma série, Anjo mecânico é bem introdutório e, infelizmente, ao contrário do que eu pensava, não tem tantos personagens da série Os instrumentos mortais, só tem o incrível Magnus Bane e a vampira Camille Belcourt. No início, por estar esperando os já conhecidos personagens da outra série, eu demorei um pouco para engatar a leitura. Porém depois da introdução e quando a história realmente começou, eu devorei o livro.

A Cassanda tem o poder sobrentural de me fazer gostar dos “galãs” dos livros dela. Primeiro foi o Jace e agora tem o Wil, caçador de sombras com olhos azuis penetrantes, cabelo preto, alto e de personalidade forte. Ele e Tessa começam a ter uma história no livro, mas nada muito conclusivo porque Will esconde algum segredo e por isso não se deixa relacionar-se com a Tessa. Ainda tem o Jem, que também é caçador de sombras, mas é o contrário do Will, é gentil, compreensivo e tem uma “doença”.

A escrita da Cassandra evoluiu muito, desde cidade dos ossos e a contrução da história mostrou isso, ela não somente desenvolveu a vida dos “protagonistas”, mas também desenvolveu maravilhosamente a dos personagens secundários. Sinceramente, eu não gostei da Tessa, achei ela muito chata e eu prefiro, com certeza absoluta, a Clary, mas tudo bem.

Como sempre acontece com os livros da Cassandra, o livro termina me deixando sem fôlego e com várias lacunas que ainda devem ser preenchidas, ou seja, ela ainda tem muito pano pra manga pros próximos volumes da série. O livro em si vale muito a pena, a história, o universo dos Nephilin e criaturas do submundo, a presença de sobrenomes já conhecidos anteriormente de Os instrumentos mortais, recomendo inteiramente e estou esperando, ansiosamente, pelos próximos volumes.
Beijos!

06 janeiro 2013

Nada menos efêmero



“Ah, Dindi! 
Se tu soubesses quanto machuca
Não amaria mais ninguém”


Nunca fui muito fã de despedidas, na verdade, não sei lidar com pessoas indo embora – por pouco ou tanto tempo quanto necessário. Mas às vezes deixar ir é soltar-se. Na vida, eu acredito, que tudo acontece por uma razão. Se eu estou passando por maus bocados é porque eu preciso passar por essa situação para enxergar coisas melhores que virão lá na frente ou, simplesmente, pra poder enxergar aquilo que já está na minha frente, de forma diferente.

Quando eu era pequena e meus pais chegaram com a notícia de que meu avô havia morrido, a dor da despedida foi tão grande que eu passei meses chorando, à noite. Aquilo pra mim era injusto. Por que as pessoas que a gente mais amava tinham que ir embora? Essa era a perguntava que ficava martelando na minha cabeça dia e noite. Nunca fui boa com despedidas. O tempo passava e aquela despedida ainda não sarava, machucava cada parte do meu coração.

Mas aí chega um dia que a gente acorda e aquela dor já não dói como antes, amenizou. Obviamente, eu  ainda sinto falta dos bombons que ele me comprava e de como ele me ensinava a jogar dominó. A saudade ainda bate na porta, ainda lembro daquele fumo da tarde que ele fazia e de seu mal-humor amável. Mas a lembrança é saudável,  não perfura mais o coração. Eu sinto que o deixei ir. Entendi.

Efêmera é a minha palavra preferida. A vida é a mais efêmera das coisas, você senta no banco por alguns minutos e, pronto, a vida já passou mais um tiquinho. Os minutos correm, as horas vão na velocidade da luz. E as pessoas também. E os medos também. De uma hora pra outra, você não tem mais aquele abraço de vô, não tem mais aquela prima que cantava contigo ao vento: “Quando Deus te desenhou, ele tava namorando”. De um ano pra outro, os medos se foram e outros diferentes chegaram. Lugares mudaram, gostos mudaram e certezas também. De uma hora pra outra.

Aí você percebe o quanto mudou. Você percebe o quanto cresceu e quanto sentido aquele negocinho escrito em latim tem, CARPE DIEM. Porque você não tem mais 15 anos, nem escola no outro dia. As coisas parecem mais complicadas, aquele bombom de vô no meio da tarde fica em uma memória distante. As pessoas te cobram, você se cobra e tudo é mais adulto. E nesse tempo todo, você se pergunta quantas pessoas passaram pela sua vida e o que elas deixaram e o que levaram de você. 20, 10, 1 ano de memórias, risadas intermináveis, mágoas, primeiros amores, brigas, choros e saudade. Tudo o que passou.

Então você percebe que todas as despedidas doídas, um dia, não irão doer tanto. E  entende que a vida é efêmera e que as pessoas que estão com você hoje podem não estar amanhã, então você aproveita a presença delas hoje. Você percebe que você é aquilo que a vida fez de ti, as pessoas que passaram  e as escolhas que você fez pela sua jornada. Assim, você entende que tudo tem uma razão. As pessoas vão pra que outras cheguem, os medos vão para que outros embarquem nesse trem da vida. Aí você percebe que nunca vai deixar de sofrer em despedidas, mas percebe também que vai carregar cada pessoa, cada momento importante no seu coração.
De modo não efêmero.

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Porque você entende que alguns infinitos são maiores que outros, mas você não os trocaria por nada nesse mundo.

03 janeiro 2013

Trilha sonora de 2012

Música, para mim, é uma das maiores invenções do homem e uma das mais bonitas formas de expressão. É a maneira artística que alguns utilizam para expressar sentimentos, sensações, marcar momentos importantes, para lembrar de algo, dançar ou, simplesmente, refletir.
Esse ano, especialmente, foi muito marcado por medos, angústias, inseguranças, choros e, ao mesmo tempo, muita alegria. Por causa disso, para completar os meus embalos pela vida, a música foi parte essencial nas minhas andanças por 2012. Assim, nada mais justo que compartilhar as canções que me acompanharam, me deram força, me fizeram dançar, chorar e, portanto, completaram o meu ano.

O velho e o moço – Los hermanos



Sendo minha banda preferida, suas músicas foram contantes no meu ipod. A que mais me marcou e significou mais pra mim, esse ano, foi essa. Acho que por estar passando por um momento de transição da minha vida escolar para uma vida de maiores responsabilidades, e por estar confusa, cometendo erros, essa música me emocionou tanto a cada vez que escutava. Por sua letra trazer essa mensagem de ele ser o que é por ter passado por todos erros do passado, e esses erros constituirem, justamente, a sua essência, ela se tornou tão especial pra mim. 

A thousand years – Christina Perri



2012 foi o ano do lançamento do último filme de crepúsculo e, portanto, foi o fim de um ciclo na minha vida. Essa música, assim como todas da trilha sonora dos filmes, é muito incrível e faz com que todos os meus anos como fã de crepúsculo e todos os momentos que essa série me proporcionou passem como um filme na minha cabeça. Então, é impossível essa música não me emocionar, porque crepúsculo fez parte de uma fase da minha vida e vai fazer parte dela até o fim.

Give your heart a break – Demi Lovato



Eu nunca fui muito fã das músicas da Demi Lovato, mas quando eu escutei pela primeira vez essa música eu não consegui mais parar de escutá-la. Grudou como chiclete e toda vez que ela tocava eu levantava e cantava junto, me achando a super star. Ela foi responsável por momentos de descontração em que eu me esquecia do resto do mundo e só enxergava uma plateia lotada me ouvindo cantar e, nessa plateia, ainda tinha um cara pra quem eu cantava diretamente olhando para. Simplesmente, me proporcionou momentos adoráveis e divertidos.

Pocketful of sunshine – Natasha Bedingfield



Depois de assistir "Easy A" e ter rido bastante na cena que ela canta e dança essa música, pocketful of sunshine entrou na minha vida. Toda vez que ela toca no meu ipod, eu levanto correndo, pego uma escova e canto como se fosse a Olive. Além de me fazer descontrair das coisas ruins do mundo, ela me faz rir e me deixa muito alegre. Muito divertida, pocketful of sunshine me deixou mais feliz em 2012.

Mais uma vez – Renato Russo



Renato Russo, como sempre me emocionando, e foi através desta música que ele me fez chorar mais esse ano. Acho que por tantas inseguranças que o vestibular deixou em mim, escutar algo assim acabava comigo. Escutar que quem acredita sempre alcança, que o sol já vem, no meio de tanto medo, de tanta angústia é um acalento. Ele conseguia, através dessa música, me fazer chorar como uma criança, me fazendo engolir as  incertezas da transição pela qual estava passando e ainda estou. Renato Russo embalou meus momentos de medo e angústias majestosamente, me fazendo enxergar uma luz no fim do túnel.

Se for pra tudo dar errado – Tópaz



Eu adorei essa música logo na primeira vez que ouvi e vi o clipe em meados de julho, através de um compartilhamento. A partir desse dia toda vez que ía tomar banho tinha que escutá-la e cantar junto. A letra é fofa e o video é um amor, então de manhã cedo, pra alegrar e pensar nas minhas pessoas queridas, eu a escutava como se não houvesse amanhã.

Gatinha assanhada – Gustavo Lima



Eu tenho que ser sincera aqui, então resolvi colocar essa música. Confesso que fiquei com vergonha de colocá-la, porque este, definitivamente, não é meu tipo favorito de música. Porém, ela foi responsável por me fazer levantar do sofá várias vezes pra dançar, dançar como se eu fosse a única pessoa do universo e isso é muito relaxante, é libertador e a sensação é maravilhosa. Então, seria errado ela não fazer parte das canções que embalaram o meu ano. “Porque quem dança seus males espanta.”

É claro que muitas músicas ficaram de fora dessa lista, mas seria impossível colocar todas aqui, então tentei colocar as principais.
Fico feliz por meu ano ter sido repleto de diversidades, repleto de momentos diferentes embalados por canções diferentes. Porque, como disse antes, a música é uma das maiores invenções do homem, seja ela de qual estilo for, pois ela é capaz de lavar a nossa alma.
Beijos!