25 dezembro 2012

Minutos, horas e ano de uma vida


Um ano. 365 dias. 8760 horas. 525600 minutos. 31536000 segundos.

Um ano é um pedaço de uma vida, uma vida que se passa mais um bucadinho, com experiências, sejam elas ruins ou boas, mas experiências que nos fazem, a cada dia, ser mais quem realmente somos. Por isso, sendo tanto de mim, é impossível esse post ficar pequeno. Portanto, irei escrever vários posts falando dos aspectos da minha vida nesse ano, como retrospectiva literária, filmes que mais me marcaram, músicas e etc.

Esse ano, pra mim, foi repleto de experiências e amadurecimentos. Cai inúmeras vezes, levantei e descobri várias pessoas me ajudando a levantar. Chorei por amor, chorei de felicidade e saudade. Me descobri mais pequenina no meio de tanta imensidão que é a vida. Me vi ultrapassando barreiras, com minhas inseguranças e incertezas. Viajei para lugares inimagináveis através de palavras. Ri até chorar, gargalhei e chorei ao mesmo tempo, sorri diante da imensidão de outras vidas que não a minha. Chorei pelos meus medos, solucei pelas minhas andanças.





Andei de ônibus para lugares antes desconhecidos; observei e amei, cada vez mais, a humanidade; me senti sozinha numa imensidão de gente; vi pessoas chorarem, sorrirem e abraçarem. Me arrepiei com cenas de amor, com demonstrações de amizade e com ventos gelados típicos de litoral. Senti calor; saudade da infãncia, das pessoas e de momentos. Chorei ainda mais. Descobri novas bandas apaixonantes e, consequentemente, a minha favorita. Me emocionei com estórias, livros e músicas. Me apaixonei novamente, pela vida, pela arte e por um físico qualquer.

Assisti séries como nunca, gargalhei junto com o Sheldon, cai de amores pelo Damon, me irritei com a Grey, torci pela Lexie e pelo Mark, amei o Wade e a Zoey, ri e me apaixonei pelos meus 6 amigos preferidos, torci pelos beijos de cinema, me identifiquei com os erros da Erica e me descobri realizada ao amar a medicina. Li, li deitada, sentada, quase dormindo, á tarde, de madrugada, pela manhã. Li os estilos mais diversos, me descepcionei com o Daniel, me emocionei e me apaixonei pela coragem e sensibilidade de uma judia, me vi em um romance de vinte anos, me aventurei nos livros de aventura, fiquei entediada com os que tinham narração pesada e chata, amei uma versão moderna de um clássico preferido meu, me emocionei com a força e os infinitos, que nem sempre são iguais, de apaixonados. Grifei diálogos nos livros e no meu coração, senti a vida sendo invisível e infinito, amei cada letra, palavra e parágrafo de uma vida.



Descobri que a vida não gira em torno do meu umbigo e nem do de ninguém, descobri que errar é aprender, conhecer pessoas não é tão ruim assim, que amar é sempre aconchegante e sofrer não faz parte do amor. Aprendi que ter pessoas que te amam ao teu lado facilita as coisas, te torna forte, aprendi que não existe lugar como a casa da gente, que a vida e as pessoas são essencialmente boas, que o amor e a bondade sempre prevalece. Aprendi que tudo se resolve, com o tempo: que a saudade ameniza, que a paixão passa, que a vida segue e os livros e as pessoas que nos amam nos acompanham por onde formos.

Percebi que amo aprender, amo astronomia, viagens, livros, séries, estrelas, nuvens, amores correspondidos, bolo com água, pizza, cama e friozinho. Que adoro cheiro de chuva, abraço apertado e gargalhadas sem sentido, pessoas inteligentes, filmes, pessoas brincalhonas e bestas, a lua e design.
 Fui ao show da minha vida, terminei o ensino médio e ri das besteiras que fiz. Cortei o cabelo, radicalizei e amei.



Descobri que tudo vem a seu tempo, que vestibular é uma fase e não é o fim do mundo. Entendi que ter 17 anos não é nada comparado com o tanto que ainda tenho pra viver. Aceitei que a vida é cada pedacinho que eu sou, serei e fui; que amar é viver e viver é felicidade e entendi que os dias passam, constituindo mais um segundo, minuto, hora, dia e ano da minha vida.

"E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos." As vantagens de ser invisível

Desejo a todos um ano, que chega, maravilhoso e cheio de aprendizados.

Um comentário:

  1. Achei lindo seu post, Beatriz. Meu ano também foi cheio de aprendizados. Acho que, na verdade, todo ano a gente aprende algo novo.

    O mais legal de fazer retrospectivas assim é poder vê-las daqui a um ano ou mais, o coração se enche de uma nostalgia maravilhosa e você, no final, fica extremamente grata por ter escrito tudo isso.

    Feliz ano novo ;)
    Beijos!

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