29 dezembro 2012

Você é o que que você lê

Com o fim de mais um ano, venho aqui para compartilhar, com todos, as minhas leituras,  minhas experiências literárias e etc. Infelizmente, esse ano, por causa do vestibular, li muito pouco ou, pelo menos, li poucos livros que não eram para o vestibular.  Mesmo assim, 2012 foi um ano com leituras muito especiais e profundas. Então, como dizem, quantidade não é qualidade. Por isso, 2012 pode ser taxado como um ano bem produtivo. 


Eu adoro memes e, ano passado, eu já tinha feito esse meme da Anna Vitoria e eu simplesmente amei fazê-lo, por isso estou repetindo o feito. Sei que isso é sem graça (repetições e tal) mas eu adorei esse meme e ele é tão mais simples que vale a pena! 

                                                          Lidos em 2012
1- Paixão ( Lauren Kate)
2- O diário de Anne Frank
3- Um dia (David Nicholls)
5- A música que mudou minha vida (Robin Benway) 
4- Orgulho e preconceito (Jane Austen)
5- Cidade dos ossos ( Cassandra Clare)
6- Diários do vampiro - O despertar ( L. J Smith)
7- Vidas secas (Graciliano Ramos)
8- Uma noite no chateau marmont  (Lauren Weisberger)
9- Cherub: o recruta (Robert Muchamore)
10- A esperança (Suzanne Collins)
11- Classe A (Robert Muchamore)
12- Millennium: os homens que não amavam as mulheres (Stieg Larsson)
13- Millennium: a menina que brincava com fogo (Stieg Larsson)
14- Dom Casmurro e os alieníginas (Lúcio Manfredi, Machado de Assis)
15- A culpa é das estrelas (John Green)
16- O meu pé de laranja lima (José Mauro de Vasconcelos)
17- O pacto (Joddi Picoult)
18- As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky)
19- Millennium: A rainha do castelo de ar (Stieg Larsson)
20 - Cidade das cinzas (Cassandra Clare)
21 - Cidade de vidro (Cassandra Clare)
22- O morro dos ventos uivantes 
23 - A mulher do viajante no tempo
24 - O herói perdido




O casal mais apaixonante

Sem sombras de dúvida, meu casal favorito foi e é a Hazel e o Gus de "A culpa é das estrelas". É impossível não se apaixonar e se emocionar pela história que esses dois compartilham. Medos, dúvidas, amor, ambições, tudo é tão emocionante, tão simples e, ao mesmo tempo, complexo de um modo que nos faz refletir a vida. Hazel e Gus (L) OKAY ?


Virei a noite lendo

Cidade de vidro, o terceiro da série "Os instrumentos mortais". Esse livro foi uma surpresa, porque, para mim, ele deveria ser o último da série e eu ficaria, até, satisfeita com esse final, mas ele não é o fim :))). Eu não conseguia parar de lê-lo, era tanta coisa acontecendo, tanta coisa que eu queria descobrir. Eu adorei lê-lo, tanto é que ele está nos meus favoritos, porque a história superou minhas expectativas de um jeito maravilhoso. Em uma madrugada eu o li, porque não conseguia, simplesmente, dormir sem saber mais e mais. 



Chorei de soluçar

Eu sou uma manteiga derretida, ou seja, eu chorei em vários livros. Porém, o que mais me emocionou e me fez parar para chorar, no meio da leitura, porque não conseguia prosseguir foi "O diário de Anne Frank". Emocionante, sensível, apaixonante, duro, real, por essas e outras razões esse livro se tornou muito especial na minha vida e no modo como eu enxergo a sociedade como humana. Todas as barbaridades que viu; seus  medos, as inseguranças, os questionamentos de uma garota nova fisicamente, mas, ao mesmo tempo, tão velha e madura em suas experiências e vivências. Anne Frank fica guardada comigo para sempre em meu coração, como uma amiga que sentirei falta e pela qual tenho o maior respeito e carinho. O livro é duro, é triste, pesado, mas vale a pena lê-lo, porque nós nos tornamos mais humanos ao, também, sentir as dores daqueles que, um dia, machucamos.


Decepção do ano 

Com certeza,  " Paixão", terceiro da série Fallen. Eu já comecei o livro pensando que este seria o último da série, então ao terminar vocês devem imaginar a minha cara de decepção ao ver que havia lido apenas uma continuação, que não me acrescentou em nada, só fez repetir tudo que já havia sido dito nos outros livros. Não aguento mais a Lucy, odiei o Daniel, gostei do Cam, odiei o resto. Simplesmente decepcionante.


Livro irrelevante do ano

Acho que não tive nenhum.


Grifei

A culpa é das estrelas por motivos óbvios. Os diálogos são lindos, a narrativa é linda, tudo é muito incrível e acho que eu não grifei o livro todo porque não consigo riscar livros, mas a vontade era essa. 


Abandonei

Vidas secas, infelizmente. Eu estava estudando muito e não tinha tempo pra ler nada, o bibliotecário do meu colégio ficou me irritando, pedindo o livro toda hora, então eu tive que devolver sem ler o fim. Então não foi um abandono, na verdade. Ok, eu não tive nenhum abandono por vontade própria esse ano. 


Aventura, fantasia ou infanto-juvenil

Cherub: o recruta. Livro bem legal, fácil de ler, divertido, Uma aventura pra descontrair um pouco, gostei bastante da história e do livro. 



Bate bola de personagens

Personagem masculino mais apaixonante: Mr. Darcy que é um dos amores da minha vida, com certeza.
Personagem feminina que eu queria ser:  Anne Frank, pela sua coragem, pela sua sensibilidade, por ser o que é de mais bonito no meio de tanta coisa ruim.
Personagem mais chato: Lucy de "Paixão". Chata, sem graça, sem sal, um saco.
Personagem mais perturbador: Heathcliff, ele fazia questão de ser ruim com todos os descendentes da sua amada, por algo que ela fez. 
Personagem que mais me identifiquei: Emma de "Um dia", porque ela tem as inseguranças, medos e se vê, em um momento da sua vida, tão fora de si, tão fora do que esperava que o futuro fosse. E é cheia de sonhos, amor... 

Quote do ano

"E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos." As vantagens de ser invisível

Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e por Deus, queria mais números para o Augustus do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada no mundo. Você me deu uma eternidade dentro nos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.Hazel, A culpa é das estrelas

Melhor livro do ano

A culpa é das estrelas.

PS: O título foi tirado da bienal do livro de Pernambuco

25 dezembro 2012

Minutos, horas e ano de uma vida


Um ano. 365 dias. 8760 horas. 525600 minutos. 31536000 segundos.

Um ano é um pedaço de uma vida, uma vida que se passa mais um bucadinho, com experiências, sejam elas ruins ou boas, mas experiências que nos fazem, a cada dia, ser mais quem realmente somos. Por isso, sendo tanto de mim, é impossível esse post ficar pequeno. Portanto, irei escrever vários posts falando dos aspectos da minha vida nesse ano, como retrospectiva literária, filmes que mais me marcaram, músicas e etc.

Esse ano, pra mim, foi repleto de experiências e amadurecimentos. Cai inúmeras vezes, levantei e descobri várias pessoas me ajudando a levantar. Chorei por amor, chorei de felicidade e saudade. Me descobri mais pequenina no meio de tanta imensidão que é a vida. Me vi ultrapassando barreiras, com minhas inseguranças e incertezas. Viajei para lugares inimagináveis através de palavras. Ri até chorar, gargalhei e chorei ao mesmo tempo, sorri diante da imensidão de outras vidas que não a minha. Chorei pelos meus medos, solucei pelas minhas andanças.





Andei de ônibus para lugares antes desconhecidos; observei e amei, cada vez mais, a humanidade; me senti sozinha numa imensidão de gente; vi pessoas chorarem, sorrirem e abraçarem. Me arrepiei com cenas de amor, com demonstrações de amizade e com ventos gelados típicos de litoral. Senti calor; saudade da infãncia, das pessoas e de momentos. Chorei ainda mais. Descobri novas bandas apaixonantes e, consequentemente, a minha favorita. Me emocionei com estórias, livros e músicas. Me apaixonei novamente, pela vida, pela arte e por um físico qualquer.

Assisti séries como nunca, gargalhei junto com o Sheldon, cai de amores pelo Damon, me irritei com a Grey, torci pela Lexie e pelo Mark, amei o Wade e a Zoey, ri e me apaixonei pelos meus 6 amigos preferidos, torci pelos beijos de cinema, me identifiquei com os erros da Erica e me descobri realizada ao amar a medicina. Li, li deitada, sentada, quase dormindo, á tarde, de madrugada, pela manhã. Li os estilos mais diversos, me descepcionei com o Daniel, me emocionei e me apaixonei pela coragem e sensibilidade de uma judia, me vi em um romance de vinte anos, me aventurei nos livros de aventura, fiquei entediada com os que tinham narração pesada e chata, amei uma versão moderna de um clássico preferido meu, me emocionei com a força e os infinitos, que nem sempre são iguais, de apaixonados. Grifei diálogos nos livros e no meu coração, senti a vida sendo invisível e infinito, amei cada letra, palavra e parágrafo de uma vida.



Descobri que a vida não gira em torno do meu umbigo e nem do de ninguém, descobri que errar é aprender, conhecer pessoas não é tão ruim assim, que amar é sempre aconchegante e sofrer não faz parte do amor. Aprendi que ter pessoas que te amam ao teu lado facilita as coisas, te torna forte, aprendi que não existe lugar como a casa da gente, que a vida e as pessoas são essencialmente boas, que o amor e a bondade sempre prevalece. Aprendi que tudo se resolve, com o tempo: que a saudade ameniza, que a paixão passa, que a vida segue e os livros e as pessoas que nos amam nos acompanham por onde formos.

Percebi que amo aprender, amo astronomia, viagens, livros, séries, estrelas, nuvens, amores correspondidos, bolo com água, pizza, cama e friozinho. Que adoro cheiro de chuva, abraço apertado e gargalhadas sem sentido, pessoas inteligentes, filmes, pessoas brincalhonas e bestas, a lua e design.
 Fui ao show da minha vida, terminei o ensino médio e ri das besteiras que fiz. Cortei o cabelo, radicalizei e amei.



Descobri que tudo vem a seu tempo, que vestibular é uma fase e não é o fim do mundo. Entendi que ter 17 anos não é nada comparado com o tanto que ainda tenho pra viver. Aceitei que a vida é cada pedacinho que eu sou, serei e fui; que amar é viver e viver é felicidade e entendi que os dias passam, constituindo mais um segundo, minuto, hora, dia e ano da minha vida.

"E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos." As vantagens de ser invisível

Desejo a todos um ano, que chega, maravilhoso e cheio de aprendizados.

12 dezembro 2012

Livros, câmeras e amor

Hoje, irei entrevistar - até que enfim - uma pessoa muito querida de linda e especial na minha vida e na de qualquer um que ela participe. Dona de um sorriso contagiante e dona de uma alma vermelha de paixão e amor, coberta por flores de uma primavera ensolarada, ela completa a alma daqueles que são sensíveis aos seus andares de moça feliz com uma câmera na mão.

Super perfeccionista, crítica e chata, ás vezes, ela enche um ambiente com sua luz de menina moça quando nele adentra. Sensível como uma flor ao desabrochar, gosta de captar sorrisos e momentos através de suas lentes à luz do dia. Enfeita e completa sua andanças com trilhas sonoras dignas de décadas vintage, filmes de pessoas cult e séries apaixonantes e divertidas.

Dona de uma personalidade forte acompanhada de uma alma meiga e carinhosa, ela transborda amor em sua fala e manias alucinantes. Capaz de iluminar os mais escuros lugares e alegrar as mais tristes pessoas, ela tem o dom de nos fazer felizes.


1- Nome: Lorena Lima Tavares de Melo
2- Idade: 15 anos
3- Ocupação: Estudante do 8º ano
4- Onde nasceu: Recife - Pernambuco
5- Por que seus pais escolheram o nome ' Lorena' ?

Eu realmente acho a escolha do nome importante, mas meus pais não tiveram um motivo específico não( nada de significados e afins).Já perguntei sim o porquê de "lorena" e a resposta é tipo "Ah, nós fizemos uma lista...e tal, e "lorena" foi um que eu e seu pai concordamos, é um nome muito bonito."

6- O que você quer ser, futuramente, no âmbito profissional e pessoal?

Não sei ainda com o que quero trabalhar, não faço ideia o que prestarei no vestibular, essa é a verdade.Mas pretendo fazer algo que goste, no mínimo tentarei encontrar um equilíbrio entre "ganhar dinheiro" e "ser feliz com o que gosta".Pessoalmente falando, querer ser "alguém" e pensar sobre isso é muito complicado, porque tudo envolve estar feliz e influências e sociedade e ser você mesmo.Mas basicamente, eu tenho sonhos e o que mais quero é alcança-los, porque realização é demais. Não sei se vou casar, ter filhos. Quem sabe? Vou viajar muito, isso eu sei. Quero ser alguém que pode falar da pobreza, sabendo realmente o quanto é horrível, quero poder falar das pessoas , das culturas, das línguas.Quero também ter um amor daqueles de enlouquecer.Ah, quero ser muitas.E quero muito.É complicado.

7- Qual livro mais te influenciou nesses seus 15 anos de vida e por quê?

Não tem um livro, sinceramente, acho que todos que li até agora me influenciaram de alguma forma e fizeram de mim o que sou hoje. E não é papinho não, eu consigo fortemente sentir isso. Poderia citar os escritores mas, não dá, são muitos. Além dos meus pais, foram os livros que me fizeram humana. E sou completamente agradecida e apaixonada por eles.

8- Qual estilo de música você gosta de ouvir quando precisa refletir sobre a vida? Cite um exemplo.

Poxa, eu reflito escutando qualquer música, depende do meu humor. Se eu estiver refletindo sobre algo triste, geralmente escuto Beirut, Iron and Wine... depende muito. Eu gosto das músicas que me fazem refletir, na verdade acho que todas tem essa capacidade, mas exemplo: Legião Urbana. Como é em português, fica mais fácil de escutar e pensar sobre a letra. Gosto muito.

9- Se você pudesse escolher viver dentro de um livro ou filme, qual seria? 

Nunca pensei sobre isso, mas, com certeza, Alice in Wonderland. O livro e o filme. Os dois. Tudo lindo. O filme pode ser o da Disney mesmo ou o do Tim Burton, que eu gostei. Tudo extremamente maravilhoso. E os personagens são demais.

10- Qual sua palavra favorita na língua portuguesa? E qual seu sentimento favorito?

Ainda não descobri, estou procurando por ela. Sobre o sentimento...Muito, muito difícil. Eu gosto de amor recíproco. Amo o sentimento de paz e equilíbrio com o mundo. Amo sentir como se tudo fosse possível e nada fosse ficar ruim. Gosto daquele sentimento de satisfação. Gosto de toda essa combinação, todos esses sentimentos misturados; os que acontecem em momentos raros, esses são os melhores.


07 dezembro 2012

Ela/Ele



“Ele era um aspirante a poeta, ela era a inpiração”