11 dezembro 2011

metáfora da

Os espinhos a estavam machucando, mais precisamente, estavam a machucar a palma da mão que segurava o que havia de mais precioso.
Mas escapou.
Deixou escapar.

Não aguentava mais sentir a beleza da rosa vermelha que segurava, e ao mesmo tempo, senti-la pesando em seus ombros doloridos de melancolia.
Mas a precisava.
Precisava daquelas coisas lindas que a rosa fazia ela sentir, queria ficar a segurando em cada instante do infinito, queria-a em cada parte de si, senti-la em sua mais íntima preciosidade.

Os espinhos.
Eles existiam e a machucavam, faziam-na sangrar.
Chorar.

A rosa, o que era de mais precioso.
Amava-a.

Mas escapou.
Deixou escapar.
Precisou deixá-la ir.