29 outubro 2011

Estou in love...


Como diz Caio Fernando Abreu "Esvaziei a mala olhei no fundo dela, limpei, e estou indo.. preenche-la com coisas novas. Sensações novas, situações novas, pessoas novas, Tudo novo."  

Para dizer a verdade, agora, apesar de tudo o que me aconteceu, apesar de todas as coisas que descobri e me decepcionaram;  eu estou in love, in love com a vida porque mesmo sendo um pouco bruta, ela é bem doce. Com as pessoas, que mesmo sendo um pouco infelizes, no fundo são pessoas alegres e bonitas. Com as plantas que me dão o oxigênio leve de cada dia, tão lindas. Com os animais que são meus irmãos e que nunca me abandonam apesar da minha inconstância. 

Ando apaixonada pelos meus sentimentos volúveis, minhas mudanças de opinião constantes, meus cacoetes, estou apaixonada, a cada dia mais, por mim, mais por mim do que por qualquer outra coisa. Eu, eu, eu, a pessoa mais importante da minha vida, mesmo com milhares de defeitos e instabilidades, sou eu que ta sempre comigo, sou eu que sempre me apoia, sou eu que acordo descabelada, me olho no espelho e vejo a pessoa mais incrível, sou eu, it's me, apenas. 

Ando apaixonada pelos pequenos detalhes que se completam e formam uma gigantesca belezura, apaixonada pelas palavras que me confortam em momentos difíceis, pelas leis físicas que me acompanham nos momentos de pura confusão, apaixonada pelos dedos calejados das mãos das pessoas, pelas unhas tortas que exemplificam a confusão da mente, pelas ruguinhas de vovôs e vovós, in love por filmes românticos, por séries fofas que me dão lições pra a vida toda, livros que sempre acompanham minha jornada, embaixo do braço, dentro da bolsa, na cabeça, na mão, no peito, no coração. 

Ando tão apaixonada por essas coisas leves, pelas pequenas belezuras que aparecem na minha frente. Um estranho a me dar um sorriso na rua, um gesto de gentileza feito sem querer nada em troca, um gesto de afeto, demonstração de carinho e amor de uma mãe para com seus filhos. 

São essas coisas lindas da vida que me alegram, iluminam, abençoam cada dia de dificuldade e me dão forças pra seguir em frente.

Estou tão in love... apesar de tudo.

15 outubro 2011

Corrente do bem


Recentemente meu professor de filosofia e sociologia colocou um filme para a minha sala assistir, o nome desse filme é ' A corrente do bem' e ele é incrivelmente belo, emocionante, para falar a verdade. Cada minuto do filme fez eu me apaixonar, fez as minhas esperanças nas pessoas aumentarem mais. Na verdade, o filme nos traz um momento de reflexão sobre o que estamos fazendo com a nossa vida.

E essa é uma questão que me atormenta faz um bom tempo. Eu sempre me pergunto, o que eu já fiz de bom nessa vida, qual foi a marca boa que eu deixei até agora, o que eu fiz para contribuir na mudança do mundo. Mas eu nunca consigo responder diretamente, curto e grosso, do jeito que eu gosto. E é por isso que essa questão me atormenta, porque eu não quero ser simplesmente alguém que não soma nada aqui na Terra, eu quero aproveitar essa minha vida da melhor forma possível, ajudando, contribuindo.

O filme, basicamente, trata disso. E ele é muito lindo, porque como sempre, veio no momento certo. Eu estava precisando de cada cena, cada palava falada ali.

A corrente do bem conta a história de um professor que, no começo do ano, faz a seguinte pergunta para seus alunos da 7ª série : " O que vocês poderiam fazer para mudar o mundo?" e ao decorrer do ano, esses alunos devem responder tal pergunta. É aí que surge Trevor, menino de 11 anos que tem a ideia de criar uma corrente, na qual ele começa ajudando 3 pessoas em coisas muito importantes na vida das mesmas, assim, depois, essas mesmas 3 irão ajudar mais 3 pessoas cada uma, e isso vai virando uma bola de neve. A ideia é realmente intrigante para um menino de 11 anos, porém ele não desisti de cumpri-la, mesmo que em alguns momentos ele falhe, e até pense em desistir.  A história vai se desenrolando em cima dessa ideia, e é muito emocionante cada parte do filme.

Trevor, com seu pequeno tamanho físico, mostra-se um gigante ao decorrer do filme, e me faz reascender a chama da esperança nas pessoas. O filme vale muito a pena, eu chorei no fim, porque é impossível não se sentir tocado pela simplicidade do garoto.

É isso, esse filme só fez comprovar a minha teoria de que as pessoas são, essencialmente, boas, mesmo que as vezes elas pratiquem alguns atos ruins, em momentos confusos. No fundo, elas são boas, eu acredito nisso e eu tenho esperança na mudança do mundo, porque se cada um quiser e fizer sua parte, o mundo muda.

Depois disso tudo, sabe o que me deixou mais feliz? Existe uma corrente do bem de verdade *--------*  Eu vou deixar o site aqui, porque se você se sentir interessado em contribuir nessa mudança,você participa dessa campanha, faça alguém feliz!

site da corrente do bem, com materiais e instruções acerca do projeto

02 outubro 2011

Você é o que você lê


Esse foi o slogan da VIII Bienal de Pernambuco.
Essa frase me chamou muito a atenção, e fiquei me perguntando, então, quem eu sou?

Sou ação, sou romance, sou aventura, ficção, auto-ajuda,  filosofia, biologia e um pouco de conhecimento. Sou chick lits, confusão e paradoxo. Comédia romântica, matemática, ironia, sinceridade, orgulho, sensibilidade, suspense, timidez, amor, paixão, terror, amizade, física.Sou bula de remédio, rótulo de xampu,  rótulo de comida, placas de trânsito, hiperventilação, arrepios, beijos, abraços, lágrimas, dramas exageros, incompreensão, pleonasmo, incoerência, blogs, insegurança, tristeza, alegria, pulos, unhas, cores.
Sou tudo o que tem letras, palavras, frases, orações, períodos, parágrafos, textos, letras de músicas, contos, cronicas, narrativas, versos, estrofes...

Sou a Mia, Sofia, Liesel, Katniss, Ed, Tally, Jennifer, Nikki, Capitu, Robert Langdon, Alasca, Carrie, Penélope, Savannah, Aurélia, Percy, Cotoco, Isabella, entre muitos outros.

Sou a mistura, a junção, integração de todos eles, sou momentos vividos ali, sou viagens feitas sem sair do lugar, sou sensações, impaciências, ansiedades, sou tudo o que eles me proporcionaram. Os livros que li me fazem, me formam, me integram, juntam todos as cenas e me compõem por inteira.

Devo muito, tudo que hoje sou, a cada leitura que fiz, a cada personagem, a cada autor. Cada livro me trouxe lições, cada uma com sua importância. Hoje, não me imagino sem meus xodós, não me imagino sem um livro na cabeceira, sem a expectativa do próximo capítulo, sem a ansiedade em sabe o desenrolar da história, o final. A pessoa que sou hoje se deve, principalmente, às histórias que passei por meio das personagens dos livros que li, e a pessoa que serei amanhã será fruto, também, das minhas futuras leituras.